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Apesar os porcalhões, praias amanhecem limpas após necessidade de megaoperações de limpeza

As orlas de Navegantes e Balneário Camboriú, cidades praianas muito frequentadas no Vale do Itajaí, amanheceram limpas, organizadas e prontas para uso poucas horas após a virada do ano. Em ambos os municípios, megaoperações de limpeza foram realizadas ainda na madrugada desta quinta-feira (1º), demonstrando agilidade do poder público para garantir que moradores e turistas pudessem aproveitar as praias logo nas primeiras horas de 2026.

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Em Navegantes, os trabalhos ocorreram entre 2h e 6h da manhã, mobilizando mais de 80 trabalhadores e maquinário pesado, incluindo cinco retroescavadeiras, 12 caminhões traçados, dois tratores e um caminhão compactador. Ao longo de toda a faixa de areia, foram retiradas cerca de 214 toneladas de resíduos, reflexo direto do grande público presente nas celebrações de Réveillon, especialmente nas regiões do Gravatá e do Pontal.

De acordo com o secretário adjunto de Água e Saneamento Básico (Sasan), Sidnei Souza Pogalski, a operação foi planejada com antecedência para garantir rapidez e segurança. Segundo ele, o objetivo era entregar a praia limpa ainda no início do dia, com equipes preparadas e apoio de outros órgãos durante toda a madrugada.

A ação contou com o suporte das secretarias de Segurança e Infraestrutura, da Navetran e da Polícia Militar, garantindo organização do trânsito, segurança das equipes e controle do uso de equipamentos pesados. O secretário da Sasan, Renato Benatti, destacou que o trabalho também teve foco na preservação ambiental, com a retirada de vidro, plástico e outros materiais descartados de forma irregular, que representam risco tanto às pessoas quanto ao ecossistema costeiro.

Já em Balneário Camboriú, a operação de limpeza da orla mobilizou 380 profissionais somente na faixa de areia, além de mais de mil trabalhadores envolvidos em outras frentes, como varrição de ruas e coleta de resíduos. Entre 2h e 5h30min, foram recolhidas 25 cargas de caminhão, cada uma com cerca de 12 metros cúbicos de resíduos.

Os trabalhos foram executados pela empresa Ambiental, com equipes partindo simultaneamente de cada extremidade da praia em direção ao Centro, na altura da Praça Almirante Tamandaré. Para a operação, foram utilizados 22 caminhões caçamba, 18 retroescavadeiras, duas escavadeiras hidráulicas e três caminhões hidrojato, responsáveis pela lavagem da Avenida Atlântica.

Foto: Divulgação / PMBC

A prefeita Juliana Pavan (PSD) destacou que a limpeza faz parte do cuidado com a cidade, mas reforçou que a responsabilidade também é coletiva, convidando a população a colaborar para manter os espaços públicos preservados. Já o secretário de Obras, Cristiano dos Santos, ressaltou que a rápida normalização da praia é uma marca do município, garantindo organização e acesso seguro logo no primeiro dia do ano.

A coleta domiciliar em Balneário Camboriú seguiu sem alterações no dia 1º de janeiro. Durante a temporada, a frota recebe reforço de 30%, com quatro caminhões extras atuando especificamente na virada do ano, diante do aumento expressivo no volume de resíduos.



Agilidade contra à falta de educação

As ações realizadas em Navegantes e Balneário Camboriú evidenciam um trabalho eficiente, rápido e bem coordenado das prefeituras, que garantiram praias limpas em poucas horas, mesmo após eventos que reuniram milhares de pessoas. No entanto, o volume de lixo recolhido também escancara um problema recorrente: a falta de educação e consciência de parte dos frequentadores.

Garrafas, copos, embalagens, restos de comida e outros resíduos deixados na areia mostram que, para alguns, celebrar ainda significa sujar, transferindo ao poder público uma responsabilidade que deveria ser individual. Jogar lixo na praia não é descuido: é desrespeito, porcalhão e incompatível com qualquer noção básica de cidadania.

Limpeza pública é essencial, mas não substitui educação. Praias limpas no dia 1º de janeiro são motivo de orgulho, mas o verdadeiro avanço virá quando menos máquinas e menos trabalhadores forem necessários, porque cada cidadão entendeu que o lixo produzido é responsabilidade de quem o descarta.

O ser humano é o único animal do planeta que produz armas contra ele mesmo e o lixo é uma delas!

Foto em destaque: Divulgação / PMN

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