GAECO deflagra operação para investigar supostas irregularidades em hospital de Gaspar
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação “Cashback”. A investigação apura possíveis irregularidades na gestão do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro entre os anos de 2021 e 2024, período em que Kleber Wan-Dall era prefeito e que, em quase sua totalidade, teve como presidente da Comissão Interventora Jorge Luiz Pereira, principal homem de confiança do então chefe do Executivo. Entre os indícios levantados estão a contratação irregular de uma empresa prestadora de serviços médicos e pagamentos indevidos com recursos do Fundo Municipal de Saúde.
Segundo o MP-SC, há suspeitas de que valores públicos tenham sido redistribuídos por meio de sucessivas movimentações financeiras, com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Também são investigadas possíveis práticas de favorecimento contratual, direcionamento de procedimentos administrativos, pagamento de propina e ocultação de patrimônio, com aquisição de bens de alto valor em nome de terceiros.
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As investigações começaram após denúncias relacionadas à administração do hospital, que está sob intervenção municipal desde 2014. O foco está nas mudanças de gestão a partir de 2021, período em que foi identificado aumento significativo nos gastos com serviços médicos, sem melhora proporcional no atendimento prestado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com base nos elementos já reunidos, o Poder Judiciário, por meio da Vara Regional de Garantias da Comarca de Blumenau, autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O objetivo é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das apurações.

A Polícia Científica também participa da operação, atuando na preservação da cadeia de custódia das evidências coletadas. A ação contou ainda com apoio de equipes do Ministério Público do Distrito Federal, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista.
Todo o material apreendido será analisado pelo GAECO, que dará continuidade às investigações.
O Mesorregional entrou em contato com Kleber Wan-Dall e Jorge Luiz Pereira, mas, até o momento da publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
