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Associação dos Magistrados de SC se manifesta após vazamento de lista na Operação Ponto Final

A repercussão em torno do vazamento de uma lista com cerca de 30 nomes durante a Operação “Ponto Final”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) na última quarta-feira (6), ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (7).

A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) entrou em contato com o Mesorregional para esclarecer publicamente questões relacionadas à divulgação dos nomes que apareceram vinculados ao processo investigativo.

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A operação investiga supostos esquemas envolvendo favorecimento em licitações, pagamento de propinas, fraude em contratos públicos e lavagem de dinheiro ligados a contratos da Prefeitura de Blumenau e municípios da região.

Entidade nega erro do Poder Judiciário

Na nota encaminhada ao Mesorregional, a AMC afirma que não houve erro judicial relacionado ao direcionamento das ordens ou ao cadastro dos envolvidos no processo.

Segundo a entidade, as informações processuais mencionadas publicamente não decorreram de falha da Magistratura catarinense. “Não houve erro judicial relacionado aos dados processuais ou direcionamento indevido de ordens judiciais mencionados publicamente”, afirma a nota oficial.

A Associação dos Magistrados também informou que o cadastro das partes no processo era de responsabilidade do Ministério Público. “O cadastro das partes no processo mencionado era de responsabilidade e foi feito pelo Ministério Público”, destacou a entidade.

A informação surge após forte repercussão causada pela circulação de uma lista contendo dezenas de nomes ligados direta ou indiretamente aos procedimentos investigatórios.

Oito nomes não eram investigados, segundo o Ministério Público

Durante entrevista coletiva concedida após a Operação Ponto Final, o promotor de Justiça Marcionei Mendes já havia alertado para interpretações equivocadas envolvendo os nomes que apareceram nos documentos relacionados ao processo.

Segundo ele, oito pessoas citadas na lista vazada não eram investigadas nem acusadas naquele procedimento específico.

O promotor explicou que nomes podem surgir em relatórios, quebras de sigilo, contratos administrativos ou fluxos investigativos sem que isso represente automaticamente envolvimento criminoso.

Entretanto, parte da situação ganhou novos contornos porque algumas dessas pessoas acabaram posteriormente recebendo visitas do GAECO durante as operações “Sentinela” e “Arbóreo”, deflagradas no dia seguinte.


Foto: Reprodução

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