Polícia Penal de Santa Catarina entrega 80 mantas para o Hospital Regional de São José
A Polícia Penal de Santa Catarina realizou, na manhã da última quarta-feira, a entrega de 80 mantas para recém-nascidos ao Hospital Regional de São José (HRSJ), localizado na Grande Florianópolis. A ação tem como objetivo fornecer suporte ao estoque de enxovais da unidade hospitalar durante o período de inverno, época em que a demanda por aquecimento clínico é intensificada na região.
As peças entregues foram confeccionadas por cinco internos da Penitenciária Industrial de Blumenau. Os custodiados atuaram no processo por meio do Projeto Aqueça PPet, um programa gerido pela própria Polícia Penal que tem como diretriz a ressocialização pelo trabalho e o reaproveitamento de insumos industriais descartados, transformando-os em bens para entidades assistenciais e de saúde pública.
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Parceria industrial e protocolo sanitário
A matéria-prima utilizada no processo têxtil, composta por malhas para edredons, foi obtida por meio de uma doação da empresa Hedrons. Após a finalização das etapas de corte e costura dentro da estrutura da penitenciária, o lote passou por procedimentos padronizados de higienização e esterilização, a fim de cumprir as exigências sanitárias obrigatórias para o uso em ambiente médico-hospitalar.
O repasse dos materiais foi efetuado pelo superintendente regional da Grande Florianópolis, Kelvyn Diehl, e recebido pela direção administrativa do HRSJ. Os itens serão destinados à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal) do hospital.
Dados operacionais da unidade de saúde
O Hospital Regional de São José é uma das principais referências em procedimentos de alta complexidade do estado de Santa Catarina. A estrutura da ala neonatal da instituição é composta por:
- 20 leitos de UTI Neonatal;
- 10 leitos de cuidados intermediários em Neonatologia;
- Média de 300 partos mensais.
De acordo com a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o desdobramento da ação demonstra a aplicação prática do trabalho prisional em benefício direto da comunidade. A gestão ressalta que a atividade profissionalizante capacita a população carcerária e fornece apoio material aos serviços essenciais do Estado.
Foto: Jaqueline Noceti/Sejuri
