STJ revoga prisão preventiva do prefeito afastado de Balneário Piçarras, Tiago Baltt
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou, por decisão liminar, a prisão preventiva do prefeito afastado de Balneário Piçarras, Tiago Maciel Baltt (MDB). Com a decisão, ele deverá deixar o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, em Itajaí, onde estava detido desde 19 de maio, quando foi preso durante a Operação Regalo. Ao todo, Baltt permaneceu 42 dias preso.
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A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que concedeu habeas corpus em caráter liminar, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas o afastamento temporário do cargo de prefeito.
Segundo o magistrado, em uma análise preliminar do caso, não foram identificados elementos concretos e contemporâneos que justificassem a manutenção da prisão preventiva, entendendo que as medidas cautelares seriam suficientes para garantir o andamento das investigações e do processo.
Defesa afirma confiar na Justiça
Em nota encaminhada à imprensa, a defesa de Tiago Baltt, representada pela advogada Samantha de Andrade, informou que recebeu a decisão com tranquilidade e reafirmou que buscará demonstrar a inconsistência das acusações durante o andamento da ação.
Segundo a nota, o ministro entendeu que não ficou demonstrada a necessidade da prisão preventiva e destacou a suficiência das medidas cautelares para assegurar a regular tramitação do processo.
A defesa também afirmou que continuará atuando para demonstrar sua versão dos fatos, observando os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Relembre a Operação Regalo
Tiago Baltt foi preso preventivamente em 19 de maio, em Brasília, durante a Operação Regalo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), ambos vinculados ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A investigação apura um suposto esquema envolvendo:
- organização criminosa;
- corrupção ativa e passiva;
- fraude em licitações;
- lavagem de dinheiro.
De acordo com o Ministério Público, as apurações apontam indícios de pagamento de propinas, possível superfaturamento de contratos públicos e lavagem de recursos relacionados a obras e serviços executados nos municípios de Balneário Piçarras e São João Batista.
Na ocasião, além do prefeito, empresários também foram presos preventivamente. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina, além de diligências realizadas no Distrito Federal e em Mato Grosso.
Processo continua
Apesar da revogação da prisão, o processo segue em tramitação.
Tiago Baltt responderá às acusações em liberdade, cumprindo as medidas cautelares determinadas pelo STJ, enquanto o mérito do habeas corpus e a ação penal continuam sendo analisados pela Justiça.
As acusações ainda não foram julgadas, sendo assegurados aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.
