Brasil tem 158,7 milhões de pessoas aptas à votar em 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou o eleitorado apto para as Eleições 2026, que serão realizadas no próximo 4 de outubro. Ao todo, 158.745.463 brasileiros poderão comparecer às urnas para escolher presidente da República, governadores, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Em relação às eleições de 2022, o país ganhou 2.291.452 novos eleitores, crescimento de 1,46%.
Em Santa Catarina, o número de eleitores aptos chegou a 5.725.753, consolidando mais um avanço no eleitorado estadual. Desse total, 5.135.536 pessoas (89,69%) já possuem a biometria cadastrada.
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Santa Catarina cresce impulsionada pela migração
Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (21), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Roberto da Silva, destacou que o crescimento do eleitorado catarinense está diretamente relacionado ao aumento da população residente no estado.
Segundo ele, desde novembro de 2024 até o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio de 2026, foram registradas 260.546 transferências de domicílio eleitoral.
Desse total:
- 102.937 ocorreram entre municípios catarinenses (39,5%);
- 157.609 vieram de outros estados (60,5%).
Os principais estados de origem foram:
- Rio Grande do Sul: 40.101 eleitores;
- Paraná: 26.167;
- São Paulo: 18.472;
- Pará: 15.374;
- Amazonas: 6.581.
Segundo o presidente do TRE-SC, boa parte desse crescimento representa a regularização da situação eleitoral de pessoas que já moravam e trabalhavam em Santa Catarina. “Esse acréscimo representa uma consolidação das pessoas que já residiam aqui e agora se tornaram eleitoras do estado“, afirmou Carlos Roberto da Silva.
Confira os gráficos com todos as dados na publicação do Mesorregional no Instagram.
Blumenau é o terceiro maior colégio eleitoral
Entre os municípios catarinenses, Joinville permanece como o maior colégio eleitoral, com 441.735 eleitores.
Na sequência aparecem:
- Joinville – 441.735
- Florianópolis – 420.430
- Blumenau – 268.254
- São José – 194.697
- Itajaí – 182.124
- Chapecó – 163.650
- Palhoça – 153.842
- Criciúma – 153.670
- Jaraguá do Sul – 130.867
- Lages – 125.046
Mulheres seguem maioria
Assim como ocorre nacionalmente, as mulheres continuam representando a maioria do eleitorado catarinense.
Em Santa Catarina são:
- 2.992.155 mulheres (52,26%)
- 2.733.597 homens (47,74%)
No Brasil, o cenário também permanece semelhante:
- 83.877.126 eleitoras (52,84%)
- 74.845.001 eleitores (47,16%)
Eleitorado está mais envelhecido
Os dados do TSE mostram que tanto no Brasil quanto em Santa Catarina o eleitorado continua envelhecendo.
No estado, a faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 593.960 eleitores, equivalente a 10,37% do total.
Já entre os grupos com voto facultativo, destacam-se:
- 589.010 pessoas com 70 anos ou mais (10,28%);
- 45.053 jovens de 16 e 17 anos, que representam apenas 0,78% do eleitorado catarinense.
No cenário nacional, os brasileiros com 60 anos ou mais já representam 23,6% do eleitorado.
Biometria e estrutura
Santa Catarina contará com uma ampla estrutura para atender os eleitores durante o pleito.
Ao todo serão:
- 295 municípios;
- 100 zonas eleitorais;
- 3.473 locais de votação;
- 17.536 seções eleitorais;
- 19 mil urnas eletrônicas.
A expectativa é de que aproximadamente 80 mil pessoas sejam convocadas para atuar como mesários e colaboradores da Justiça Eleitoral.
Neste ano, a convocação será realizada principalmente pelo WhatsApp, utilizando exclusivamente o número oficial da Justiça Eleitoral de Santa Catarina: 0800 647 3888.
Desinformação e inteligência artificial preocupam
Durante a apresentação dos dados, o presidente do TRE-SC afirmou que o principal desafio das eleições deste ano será preservar a confiança da população no processo eleitoral.
Segundo ele, temas como desinformação em larga escala, inteligência artificial, litigiosidade eleitoral e abstenção exigirão atenção especial da Justiça Eleitoral.
Carlos Roberto da Silva também ressaltou o papel da imprensa na divulgação de informações confiáveis. “Campanhas de conscientização, alertas sobre desinformação e orientações ao eleitor só cumprem sua função quando são difundidos por veículos em que a população confia“, destacou.
Imagem: Reprodução / TSE
