Nova insulina do SUS está sendo distribuída gradativamente em Santa Catarina
O Sistema Único de Saúde (SUS) já iniciou a distribuição e a transição gradual para um tratamento mais moderno contra a diabetes em Santa Catarina. O estado, que já recebeu o repasse do Governo Federal com 16.452 tubetes de insulina glargina e 4.495 canetas reutilizáveis, realiza agora a substituição da insulina NPH nas farmácias públicas e postos de saúde.
A iniciativa do Ministério da Saúde previu o envio de cerca de 383 mil tubetes para todo o Brasil. A produção nacional da nova medicação foi viabilizada por uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), garantindo estoques mais seguros e contínuos para o sistema público.
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A transição para a insulina glargina representa um grande avanço na qualidade de vida dos pacientes, pois o medicamento possui ação prolongada, funcionando por até 24 horas no organismo. Na prática, isso significa menos picadas, exigindo apenas uma aplicação diária na maioria dos casos — enquanto os esquemas da insulina NPH podiam demandar até três aplicações no mesmo período.
Outro fator fundamental é a segurança. A nova fórmula promove um controle mais estável da glicemia e reduz significativamente os riscos de hipoglicemia (queda drástica de açúcar no sangue), especialmente durante a noite. Isso favorece a continuidade e a adesão ao tratamento de forma muito mais tranquila.
Público prioritário no estado
Nesta fase inicial, a distribuição está focada em dois grupos específicos, garantindo a segurança assistencial na atenção primária à saúde:
- Crianças e adolescentes: de 2 a 18 anos incompletos diagnosticados com diabetes tipo 1.
- Idosos: pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Como solicitar a nova insulina
Para ter acesso à novidade, o paciente (ou seus pais, responsáveis e cuidadores) deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. No local, uma equipe multiprofissional fará o acolhimento e a avaliação clínica do quadro para autorizar a transição do tratamento.
Durante a retirada, que ocorre de maneira gradual, os pacientes receberão todas as orientações sobre a técnica correta de aplicação e o armazenamento adequado. A entrega inclui as agulhas necessárias e uma caneta reutilizável para aplicação, que possui validade de três anos, facilitando o manuseio da medicação no dia a dia.
Foto: Reprodução/Conselho Federal de Farmácia
