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Turista que viaja sozinho cresce em SC e muda perfil dos imóveis no litoral

O perfil de quem visita o litoral de Santa Catarina está mudando e começa a produzir reflexos também no mercado imobiliário. O número de turistas que viajaram sozinhos cresceu 35,9% no verão de 2026, enquanto imóveis alugados responderam por 40,2% das hospedagens, superando hotéis e pousadas, que concentraram 32,9%.

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Os números são da Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense, da Fecomércio-SC, e indicam uma tendência de grupos menores de viajantes e maior utilização de imóveis para temporada.

A digitalização também ganhou espaço nesse mercado. Segundo a pesquisa, Airbnb e Booking concentraram, juntos, 50,6% das locações por temporada entre os turistas entrevistados.

Imóveis compactos ganham espaço

O movimento do turismo ocorre paralelamente à valorização das unidades residenciais menores. Dados do FipeZap de agosto de 2026 mostram que imóveis de um dormitório lideraram a valorização residencial brasileira em 12 meses, com alta de 7,33%.

Essa categoria também apresentou o maior preço médio entre as tipologias pesquisadas, chegando a R$ 12.184 por metro quadrado.

Em Itapema, um dos principais mercados imobiliários do litoral catarinense, o preço médio chegou a R$ 15.403 por metro quadrado, segundo maior valor entre as 56 cidades analisadas pelo levantamento. A valorização acumulada em 12 meses foi de 4,97%.

No mercado de locação, os imóveis menores também aparecem em destaque. Apartamentos de um dormitório alcançaram aluguel médio de R$ 72,08 por metro quadrado, enquanto unidades de dois dormitórios tiveram valorização de 10,21% em 12 meses.

De maneira geral, os aluguéis residenciais avançaram 9,28% no período, conforme os dados apresentados.

Incorporadoras acompanham mudança

A transformação no comportamento dos turistas também influencia os novos empreendimentos. Incorporadoras passaram a direcionar parte de seus projetos para unidades compactas voltadas tanto à utilização pelos proprietários quanto ao mercado de locação por temporada.

Um exemplo é a Poti S/A, que está construindo em Itapema o Fontainebleau Residence Flat, com apartamentos entre 44 m² e 63 m², de um e dois dormitórios.

O empreendimento prevê recursos voltados à rotatividade dos imóveis, como fechaduras eletrônicas, além de áreas compartilhadas. O projeto inclui um rooftop de 950 m², com piscina, academia, brinquedoteca, pub, espaço gourmet, salão de festas e restaurante.

Para Altair Agostinho Bartolomei Júnior, fundador da incorporadora, a locação por temporada passou a influenciar diretamente a decisão de parte dos compradores. “Existe um público que busca a segurança de investir no metro quadrado de Itapema, mas que não necessita de grandes dimensões. A locação por temporada se tornou um driver de decisão desse comprador.”

Segundo ele, o segmento compacto permite acesso a regiões valorizadas com um tíquete menor, ao mesmo tempo em que atende à demanda de investidores interessados na exploração das unidades para hospedagem.

Foto: Reprodução / Flickr

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