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Brusque empata com o Paysandu e fica sem acesso à Série B após jogo suspenso por problemas de segurança

Brusque e Paysandu empataram por 1 a 1 neste domingo (11), no estádio Augusto Bauer, em Brusque, e terminaram sem o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro de 2027. A partida, válida pela última rodada do quadrangular final da Série C, foi concluída com portões fechados, um dia depois de ser suspensa por problemas de segurança na arquibancada destinada à torcida visitante.

O Paysandu vencia por 1 a 0 quando o confronto foi interrompido, aos 46 minutos do primeiro tempo, no sábado (10). Na retomada, Jeferson marcou para o Brusque aos 26 minutos da segunda etapa e deixou o placar igualado.

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Com o resultado, as duas equipes permaneceram na Série C. A Ferroviária garantiu a liderança do grupo após vencer a Inter de Limeira por 2 a 0. A equipe de Limeira ficou com a segunda vaga de acesso à Série B de 2027.

Problemas na arquibancada provocaram suspensão

A partida foi interrompida após uma torre de câmera instalada sobre a arquibancada metálica destinada aos torcedores do Paysandu começar a balançar intensamente durante a movimentação do público. A estrutura era utilizada pela transmissão e pelo sistema de árbitro de vídeo (VAR), e a oscilação colocou em risco a segurança do cinegrafista.

O setor visitante já apresentava preocupação com a lotação. Após quase duas horas de paralisação, os órgãos de segurança reprovaram as condições da arquibancada e determinaram a suspensão do confronto.

Durante o período de interrupção, houve tentativas de remanejamento de torcedores, intervenção da Polícia Militar e protestos nas arquibancadas. A solução encontrada para concluir a partida foi realizar a retomada no domingo, sem a presença de público.

Paysandu critica estrutura e denuncia xenofobia

Após a suspensão, o Paysandu divulgou uma nota oficial na qual lamentou e repudiou as condições do setor reservado à torcida visitante. O clube afirmou que a integridade física dos torcedores foi ameaçada pela falta de estrutura adequada e classificou a torcida paraense como a principal prejudicada pelos acontecimentos.

A equipe também acusou o locutor do estádio de xenofobia. Segundo o comunicado, após a paralisação, o profissional teria dito: “Atenção, torcedor do Paysandu. Se você não se comportar como ser humano, o jogo não vai recomeçar”.

O Paysandu considerou a declaração ofensiva não apenas à torcida bicolor, mas também ao povo paraense e nortista. O clube informou ainda que a presidência começou a adotar medidas legais para defender os direitos da instituição e de seus torcedores.

Brusque apresenta versão dos fatos

O Brusque também publicou uma nota oficial lamentando os transtornos causados pela suspensão da partida, especialmente aos torcedores que compareceram ao estádio. O clube afirmou ter adotado as medidas preventivas necessárias para a realização do jogo, seguindo as determinações das autoridades policiais, do Corpo de Bombeiros e as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Na manifestação inicial, a equipe catarinense informou que a estrutura da arquibancada visitante foi danificada por circunstâncias que estavam sendo apuradas. O clube ressaltou que a interrupção e a suspensão ocorreram para preservar a integridade física de torcedores, atletas, profissionais e demais envolvidos.

Como forma de reconhecimento aos torcedores pelos transtornos, o Brusque anunciou entrada gratuita na próxima partida oficial em que atuar como mandante.

Posteriormente, em um comunicado complementar, o clube apresentou mais detalhes sobre sua apuração. Segundo o Brusque, o estádio possui as autorizações exigidas para a realização da partida, dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos competentes.

O clube informou que foram vendidos 616 ingressos e que a arquibancada destinada à torcida visitante tinha capacidade autorizada para 620 pessoas.

Ainda conforme a versão apresentada pelo Brusque, torcedores do Paysandu teriam forçado o acesso ao estádio e entrado irregularmente no setor visitante, elevando a ocupação para além da quantidade de ingressos vendidos e disponibilizados. O clube afirmou que essa situação possivelmente provocou os danos estruturais na arquibancada.

O comunicado também aponta a quebra de uma catraca, a inutilização da fiação do sistema de controle de acesso e ameaças aos profissionais responsáveis pela entrada no setor. De acordo com o Brusque, a chegada da Polícia Militar impediu que centenas de pessoas que estavam do lado de fora continuassem forçando o acesso.

O clube declarou que lamenta os acontecimentos e reafirmou o compromisso com a segurança, a transparência e o esclarecimento dos fatos.

Foto: Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC

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