Eleição da UFSC é marcada por falhas, denúncias e clima de tensão
A votação para a reitoria da UFSC realizada nesta quarta-feira (1º) teve a apuração iniciada apenas na madrugada desta quinta-feira (02), após divergências nas listas de votantes, principalmente no Campus de Blumenau.
Relatos de estudantes e professores apontam falhas graves, como nomes de pessoas sem matrícula ativa e ausência de alunos aptos para votar, o que teria impedido a participação de grande parte dos discentes. A denúncia surge com tom de que a situação busca favorecimento, principalmente para a chapa mais alinhada á esquerda.
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Diante da situação, uma das chapas solicitou à ComeleUFSC a análise e retificação das listas, além da possibilidade de uma nova votação complementar. A comissão eleitoral deve se posicionar até as 18h desta quinta-feira (02).
A apuração parcial foi divulgada sem os votos de Blumenau, Araranguá e Joinville. Até o momento, a chapa “Mudar para Transformar” (Amir e Felipa) lidera com 37,59%, seguida por “UFSC Unida” (Irineu e Moretti) com 32,55%, e “Conhecer é Transformar” (João e Luana) com 29,87%.
Críticas já vinham sendo feitas antes da votação
O cenário de tensão não começou no dia da eleição. Uma semana antes do pleito, a Apufsc-Sindical, entidade que representa professores da universidade, publicou uma série de críticas à condução do processo eleitoral.
Entre as principais acusações estão:
- Falta de autonomia e isenção da comissão eleitoral (ComeleUFSC)
- Descumprimento do regimento interno, que exigia consenso nas decisões
- Publicação de listas com inconsistências e possível exposição indevida de dados
- Calendário considerado curto, que teria limitado o debate entre as chapas
- Exigência de voto presencial, apontada como fator que dificultou a participação de parte do eleitorado
A entidade também afirmou que houve omissão institucional diante das denúncias e questionamentos apresentados ao longo do processo.
Foto: Luís Carlos Ferrari / Agecom
