Empresa de Pomerode é investigada em operação sobre suposta violação de segredo industrial
A Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta quarta-feira (18) uma operação para apurar suspeitas de associação criminosa, concorrência desleal e violação de segredo industrial. Entre os alvos da ação está uma empresa em Pomerode. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de São José dos Pinhais, Guarapuava, Brusque, Itapema e Pomerode.
A investigação começou após denúncias apresentadas por advogados da empresa Siderquímica, que apontaram indícios de uso indevido de tecnologias industriais e de informações estratégicas por ex-funcionários ligados à Ekonova, de Pomerode. Segundo a Polícia Civil do Paraná, os fatos teriam sido identificados a partir de procedimentos internos de compliance realizados pela própria companhia, que apontaram possíveis irregularidades envolvendo ex-integrantes da organização e empresas concorrentes.
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Conforme a apuração, a empresa que afirma ter sido lesada atua há décadas no desenvolvimento de tecnologias químicas voltadas principalmente aos setores de papel, celulose e têxtil. O portfólio da companhia inclui fórmulas, processos industriais, cadeias de fornecedores e métodos de aplicação considerados confidenciais e protegidos como segredo industrial.
De acordo com o delegado Fabio Machado, parte dessas informações pode ter sido usada de forma indevida por empresas concorrentes sediadas em Santa Catarina, após a saída de profissionais e executivos com acesso a dados estratégicos.
“Segundo a apuração preliminar, parte dessas informações sensíveis poderia ter sido indevidamente utilizada por empresas concorrentes, sediadas no Estado de Santa Catarina, após a migração de profissionais e executivos com acesso a dados estratégicos, o que teria permitido a reprodução de tecnologias e produtos semelhantes no mercado”, afirmou o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores, notebooks, documentos, além de R$ 100 mil em espécie e valores em moedas estrangeiras, entre dólares americanos, neozelandeses, libras esterlinas, euros e pesos guatemaltecos.
A operação também contou com apoio de peritos da Polícia Científica do Paraná, responsáveis pela coleta técnica de amostras de substâncias químicas produzidas pela empresa investigada. O objetivo é permitir a comparação e posterior análise laboratorial dos materiais.
Segundo a Polícia Civil, todo o material recolhido será submetido a análise técnica, pericial e investigativa, incluindo a extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos. A polícia também informou que o inquérito segue em andamento e que novas diligências ainda poderão ser realizadas para esclarecer os fatos e apurar eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
Foto: Polícia Civil
