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#PapoDelas: Blumenau passa a oferecer Implanon pelo SUS para planejamento familiar

Durante a série especial do Mês da Mulher #PapoDelas, o Mesorregional conversou com a coordenadora do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher, Alessandra Schiesser, sobre uma importante novidade na rede pública de Blumenau: a oferta do implante contraceptivo subdérmico, conhecido como Implanon.

O método começou a ser disponibilizado neste mês e representa mais uma alternativa para o planejamento familiar, principalmente para mulheres que não conseguem se adaptar a outros métodos contraceptivos.

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Apesar da novidade, o acesso ao Implanon não é irrestrito. Conforme explica a coordenadora, o Ministério da Saúde estabelece critérios para priorizar determinados públicos.

Entre eles estão adolescentes a partir dos 14 anos, mulheres em situação de vulnerabilidade social e aquelas que apresentam contraindicações ao uso de anticoncepcionais tradicionais. “A gente precisa priorizar quem mais necessita. Não é um método disponível para qualquer pessoa chegar e solicitar diretamente”, explica.

Alternativa para quem não se adapta a outros métodos

O Implanon surge como uma opção especialmente importante para mulheres que enfrentam dificuldades com pílulas anticoncepcionais ou outros métodos.

Implantado sob a pele, o dispositivo libera hormônio de forma contínua e controlada, reduzindo o risco de falhas comuns, como o esquecimento da pílula — situação frequente entre adolescentes.

Não substitui o uso de preservativos

Um dos principais alertas reforçados pela equipe de saúde é que o Implanon não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. “O método evita a gravidez, mas não protege contra HIV, sífilis, hepatite ou outras doenças. Por isso, o uso do preservativo continua sendo indispensável”, destaca.

A baixa adesão ao preservativo feminino também foi mencionada como um desafio, principalmente pela dificuldade de adaptação relatada por muitas mulheres.

Cada caso deve ser avaliado individualmente

Outro ponto importante é que o Implanon não deve ser visto como substituto automático de métodos já utilizados com sucesso.

Mulheres que já estão adaptadas a outros contraceptivos, como pílulas ou DIU, devem avaliar com cautela qualquer mudança. “Não se mexe em time que está ganhando. A escolha precisa ser individualizada, com orientação profissional”, reforça.

Como ter acesso ao Implanon

O acesso ao método ocorre exclusivamente por meio da rede básica de saúde.

O primeiro passo é procurar a unidade de saúde de referência, onde a mulher passará por avaliação com médico ou enfermeiro. Caso haja indicação, será feito o encaminhamento ao Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

O procedimento é simples, realizado com anestesia local e sem necessidade de internação.

Educação e prevenção seguem sendo fundamentais

A coordenadora também destaca a importância da orientação, especialmente entre adolescentes, grupo que apresenta maior índice de gravidez não planejada.

Além do acesso ao método, o trabalho de conscientização segue sendo essencial para evitar não apenas a gravidez precoce, mas também o aumento de doenças sexualmente transmissíveis.

Série especial continua durante março

A entrevista faz parte de uma série de conteúdos produzidos pelo Mesorregional ao longo do mês de março, com especialistas da área da saúde abordando temas ligados ao bem-estar feminino, alimentação, qualidade de vida e saúde mental.

Os conteúdos estão sendo publicados no site, nas redes sociais e no canal do YouTube do Mesorregional.

A série especial de entrevista tem o patrocínio da Clínica Mentallize, da Johnny Gym Academia e da Look Optica.

Foto: Jefferson Santos / Mesorregional

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