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Prefeitura de Blumenau faz reunião para acompanhar situação dos postos de combustíveis

A Prefeitura de Blumenau emitiu uma nota na manhã desta quinta-feira (19) sobre a situação do abastecimento de combustíveis na cidade. A administração municipal também realizou uma reunião para avaliar o cenário.

O encontro contou com a participação da prefeita em exercício, Maria Regina de Souza Soar, e de secretários municipais. De acordo com a prefeitura, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que, neste momento, não há indicativo de desabastecimento de combustíveis no país. Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) comunicou que não há greve de caminhoneiros em andamento.

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O município afirmou ainda que segue em contato com os órgãos competentes e monitorando a situação. “A orientação é para que a comunidade mantenha a tranquilidade e busque informações pelos canais oficiais, contribuindo para a normalidade no abastecimento“, finaliza a nota da prefeitura.

Possível greve dos caminhoneiros

A possibilidade de uma nova paralisação nacional de caminhoneiros voltou a preocupar autoridades e a população, especialmente em um momento considerado crítico para a economia. O cenário atual reúne alta do diesel, instabilidade internacional e insatisfação da categoria, criando um ambiente propício para uma crise logística de grandes proporções.

O estopim da mobilização foi a combinação entre medidas do governo federal e o reajuste posterior da Petrobras: no dia 12 de março, a União anunciou a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, além de uma subvenção que poderia reduzir o preço em até R$ 0,64 por litro. No entanto, no dia seguinte, a Petrobras aplicou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, pressionada pela alta do petróleo no mercado internacional.

Para os caminhoneiros, o reajuste acabou neutralizando qualquer alívio prometido, ampliando a insatisfação da categoria. Além do combustível, os profissionais também cobram o cumprimento da tabela de frete mínimo (Lei 13.703/2018), isenção de pedágios em viagens sem carga e maior previsibilidade nos custos.

A crise se intensificou após a escalada de tensão no Oriente Médio. A ameaça do Irã de atacar instalações de petróleo fez o barril Brent ultrapassar os US$ 111, fechando o dia em US$ 109,47 (+5,85%).

O cenário envolve diretamente o risco sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo — fator que impacta globalmente o preço dos combustíveis. Como resposta, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas, tentativa de conter a escalada.

Mesmo sem paralisação confirmada, os efeitos já começaram a aparecer. O medo de desabastecimento provocou: corrida aos postos de combustíveis; trânsito intenso e filas; redução de estoques em algumas regiões, o que também pode agravar ainda mais o preço dos combustíveis…

No Oeste de Santa Catarina, cidades como Nova Erechim, Saudades e Pinhalzinho já anunciaram restrições em serviços públicos, priorizando áreas essenciais como saúde e segurança.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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