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Renda influencia preocupação com destino do lixo no Brasil

A preocupação com o destino do lixo no Brasil varia conforme a renda e o nível de escolaridade, segundo pesquisa inédita realizada pela Nexus em parceria com o Sindiplast. O estudo, intitulado “Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico”, mostra que a destinação inadequada de resíduos é vista como um dos principais problemas ambientais por 30% dos brasileiros com renda acima de cinco salários mínimos. Entre quem recebe de um a dois salários mínimos, o índice cai para 14%.

Na média geral da população, 22% dos entrevistados apontam o lixo como uma das maiores questões ambientais do país. A pesquisa indica que a diferença na percepção está relacionada principalmente ao acesso a serviços básicos, como coleta seletiva e informações sobre reciclagem.


Ranking por renda e escolaridade

  • Renda acima de cinco salários mínimos: 30% citam o lixo como principal problema ambiental
  • Renda entre 1 e 2 salários mínimos: 14%
  • Ensino superior: 25%
  • Ensino fundamental: 19%


Separação do lixo ainda é irregular

Apesar das diferenças na percepção, 75% dos brasileiros afirmam separar o lixo para reciclagem ou morar com alguém que realiza a prática. No entanto, o comportamento ainda não ocorre de forma consistente.

Entre aqueles que consideram o lixo uma das maiores preocupações ambientais, 76% dizem separar os resíduos sempre ou na maioria das vezes, enquanto 23% admitem que fazem isso raramente ou nunca.


Falta de coleta seletiva é principal entrave

Questionados sobre as dificuldades para reciclar, os entrevistados apontaram problemas estruturais. A falta de coleta seletiva aparece como principal obstáculo, citada por 35%. Em seguida, aparecem a falta de hábito ou esquecimento (29%) e a falta de informação (29%).

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Plástico lidera entre materiais reciclados

O estudo aponta que o plástico é o material mais separado para reciclagem no Brasil. Segundo os dados:

  • 90% dizem separar plástico ou PET
  • 73% separam alumínio
  • 68% separam papel, papelão e vidro

Para Paulo Teixeira, diretor-superintendente do Sindiplast, os resultados reforçam a necessidade de ampliar infraestrutura e orientação. “A preocupação ambiental não depende apenas da consciência individual. Quando faltam coleta seletiva e informação, o tema acaba deixando de ser prioridade diante de outras urgências do dia a dia”, afirmou.


Metodologia

A pesquisa ouviu 2.009 pessoas por telefone, em todas as 27 unidades da federação, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Foto: Reprodução / Internet

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