Conforme noticiado em dezembro pelo Mesorregional, Polícia Civil deflagra Operação Hora-Máquina em Gaspar
A Polícia Civil deflagrou a Operação Hora-Máquina para apurar suspeitas de superfaturamento em contratos de aluguel de máquinas pesadas e desvio de macadame e outros materiais para fins privados, em prejuízo à Prefeitura de Gaspar, no último trimestre de 2024. Em dezembro de 2025 o Mesorregional trouxe com exclusividade que essa operação poderia acontecer, em decorrência à Operação Carga Oca, desencadeada pelo Gaeco em Blumenau, sendo que alguns dos envolvidos e as práticas seriam as mesmas em prefeituras da região.
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De acordo com as informações divulgadas, conforme a investigação, em setembro de 2024 o Município de Gaspar publicou edital para aquisição de macadame e materiais congêneres, com quantitativo estimado para um ano. Entretanto, nos últimos três meses de 2024, as Secretarias de Obras, Agricultura e o SAMAE de Gaspar esgotaram toda a quantidade prevista em ata de registro de preços para determinados insumos, como macadame e areia industrial.
A apuração também identificou o esgotamento das horas-máquina, especialmente de motoniveladora (patrola), ainda em 2024, sem saldo disponível para os meses subsequentes. Outro ponto destacado é que uma mesma família teria constituído diferentes pessoas jurídicas, que concorreram entre si em licitações relacionadas ao fornecimento de macadame e ao aluguel de máquinas pesadas.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil reuniu elementos indicando a destinação de materiais e horas-máquina para fins particulares, inclusive em terrenos privados pertencentes a servidores públicos investigados, o que teria contribuído para o esgotamento dos quantitativos contratados pelo Município.
Entre os investigados estão servidores que ocuparam os cargos de Secretário de Obras (então ocupado por Douglas Muller), Secretário de Agricultura e Aquicultura (na época Djonathan Custodio) e Presidente do SAMAE (que seria Jean dos Santos), além de servidores responsáveis pela fiscalização contratual. Entre os alvos de busca consta ainda um ex-vereador (Cleverson Ferreira), não reeleito para a atual legislatura.
Ao todo, foram cumpridas 12 ordens de busca e apreensão domiciliar, com o objetivo de recolher dispositivos informáticos, documentos, valores em espécie e outros elementos relacionados à investigação. Valores em dinheiro foram apreendidos em imóveis de empresários. Não houve cumprimento de mandados de prisão.
O Mesorregional apurou que das empresas investigadas nesta operação estariam envolvidas a Edifika e a Samil, sendo que a Samil também é alvo da investigação do Gaeco na Operação Carga Oca. Além de Gaspar e da Seurb, em Blumenau, novas operações por conta dessa mesma prática podem surgir em breve em outras cidades do Médio Vale do Itajaí, desarticulando um esquema milionário de corrupção.
A operação foi coordenada pela 4ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (4DECOR) e contou com o apoio da CECOR, 1ª, 2ª, 3ª e 5ª DECOR, além de unidades como DPR de Balneário Camboriú, DPs de Camboriú, Porto Belo, Itapema, Brusque, Guabiruba, Jaraguá do Sul, Ascurra, Pomerode e Timbó, DIC de Brusque e de Jaraguá do Sul, DPCAMI de Blumenau e DIC de Joinville.
O Mesorregional não conseguiu contato com os investigados e suas respectivas defesas, mas mantém espaço totalmente aberto para suas respectivas manifestações, caso assim pretenderem, mantendo a transparência da informação jornalística e direito aos esclarecimentos.
Fotos: Divulgação / Mesorregional
