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Pedido de Habeas Corpus envolvendo nome de Mario Hildebrandt surge nos bastidores da Operação Ponto Final

O Mesorregional apurou com exclusividade, através de uma fonte em Florianópolis, que pessoas ligadas à empresa Engeplan teriam ingressado junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) com um pedido de Habeas Corpus envolvendo o nome do ex-prefeito de Blumenau, Mario Hildebrandt (PL).

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Até o momento, a reportagem não teve acesso ao documento judicial, mas segundo as informações obtidas, o teor do pedido estaria relacionado à possível citação de Hildebrandt nas investigações da Operação Ponto Final, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

A tese jurídica mencionada nos bastidores seria a de que, caso o ex-prefeito passasse formalmente à condição de investigado, haveria prerrogativa de foro, deslocando a competência do caso para análise no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis, deixando assim de tramitar diretamente em Blumenau.

Um ponto mais importante é que Hildebrandt é de fato citado nominalmente no documento, que parte exatamente de quem tinha salvo em equipamentos eletrônicos conteúdos bastantes comprometedores sobre os esquemas que estão sendo investigados.

Manobra jurídica e possível uso de influência

Cabe destacar que o empresário Arnaldo Assunção, sócio da Engeplan, é uma das duas pessoas atualmente submetidas ao uso obrigatório de tornozeleira eletrônica em decorrência das medidas cautelares impostas pela Justiça no âmbito da Operação Ponto Final.

O outro investigado submetido à mesma medida é Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, ex-secretário municipal nas gestões de Mario Hildebrandt em Blumenau.

O Mesorregional também apurou que existem outros investigados ligados diretamente à Engeplan dentro da operação.

Segundo informações obtidas pela nossa reportagem, pelo menos duas dessas pessoas diretamente ligadas à Engeplan e que estão sob investigação do Ministério Público possuem ligação familiar com um político de forte influência estadual e nacional, atualmente ocupando mandato no Congresso Nacional, embora este parlamentar não figure como investigado no procedimento.

A reportagem tentou contato com Agenor Assunção, ligado à empresa investigada, porém não houve retorno às mensagens e ligações efetuadas até o fechamento desta matéria.

Nos bastidores, a movimentação jurídica é interpretada por fontes ouvidas pelo Mesorregional como uma possível tentativa de levar o caso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o que poderia impactar diretamente medidas cautelares já impostas, incluindo a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, através do Habeas Corpus.

O Mesorregional também entrou em contato com a assessoria do ex-prefeito Mario Hildebrandt. Em resposta, a equipe informou que ele não possui conhecimento sobre o suposto Habeas Corpus e reiterou que Mario não está sob investigação.

A Operação Ponto Final investiga supostos esquemas envolvendo direcionamento de licitações, cartelização, fraude em contratos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro em Blumenau e cidades da região.

Foto: Divulgação / Sejuri

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