Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal
A água mineral Crystal teve um lote recolhido voluntariamente após a publicação da Resolução 2.247/2026 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida preventiva de segurança alimentar foi adotada após análises laboratoriais constatarem a presença de agentes patogênicos em amostras do produto na versão sem gás.
O lote afetado pela medida é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, envasado pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda (inscrita sob o CNPJ 07.245.544/0001-62), localizada na cidade de Luziânia, no estado de Goiás. A própria fabricante determinou o início do recolhimento após laudos técnicos confirmarem a contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa.
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A identificação da irregularidade ocorreu durante uma fiscalização rotineira de análise de alimentos, coordenada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF). Na ocasião, amostras do produto foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), cujo primeiro laudo apontou a presença do micro-organismo.
Dando cumprimento aos ritos legais, foi realizada uma contraprova que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, estruturado conforme as diretrizes do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O resultado final confirmou a contaminação da água. Em razão disso, a Divisa/DF interditou cautelarmente o local de produção em Goiás e enviou o alerta formal para a Anvisa nacional.
Milhares de garrafas distribuídas em quatro regiões
Os dados comerciais indicam que o lote sob suspeita é robusto, composto por um total de 374,4 mil garrafas de 500 ml. A distribuição do produto atingiu diferentes partes do território nacional:
- Distrito Federal: recebeu o maior volume, totalizando 230.443 unidades;
- Interior de São Paulo: contou com a entrega de 75.750 unidades;
- Cidades vizinhas de Goiás: receberam 66.768 unidades;
- Tocantins: destino de 1.439 unidades.
Apesar da grande quantidade enviada ao comércio, a Mineração Bom Jesus informou que cerca de 99,2% das unidades do lote já foram devidamente recolhidas de distribuidoras e não se encontram mais disponíveis para a compra direta nas prateleiras. A companhia ressaltou ainda que, até o momento, nao há nenhum registro de queixas ou problemas de saúde relatados por consumidores em seus canais formais de atendimento.
Ações preventivas e orientação direta ao consumidor
Em resposta ao ocorrido, a fabricante agiu prontamente e estabeleceu uma investigação interna abrangente para identificar as falhas e causas raízes do incidente. Os representantes legais se reuniram com a Anvisa, entregaram as documentações necessárias e estão cooperando de forma transparente com os órgãos fiscalizadores. As análises técnicas preliminares reforçam que o problema está estritamente isolado ao lote citado.
A Anvisa emitiu um aviso para que a população examine as garrafas de água sem gás guardadas em suas residências. O produto sob alerta possui a marcação do lote LZ1 VAL 200127, com data de fabricação em 20/01/2026 e prazo de validade estendido até 20/01/2027.
Caso encontre alguma unidade com essas especificações, a recomendação explícita é não ingerir o líquido. Os consumidores devem manter o produto guardado e acompanhar as próximas divulgações institucionais da marca para proceder com os trâmites de devolução do produto e reembolso integral do valor pago.
Foto: Arquivo
