Promotor do Gaeco admite possibilidade de novos desdobramentos após segunda fase da Operação Sentinela
O promotor Marcionei Mendes, que coordena as investigações do Gaeco, comentou nesta quarta-feira (7) a segunda fase da Operação Sentinela, que resultou na prisão de duas pessoas e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Blumenau e outras cidades.
Segundo o promotor, foram realizadas diligências em aproximadamente seis ou sete locais, sendo que três delas estavam relacionadas a uma mesma empresa. O material apreendido será agora analisado pela equipe de investigação.
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Questionado sobre a possibilidade de novas prisões a partir da análise das provas, Marcionei Mendes afirmou que sempre existe essa possibilidade, mas não acredita em uma nova fase da Operação Sentinela neste momento.
De acordo com ele, o prazo para apresentação da denúncia é curto. O promotor explicou ainda que a segunda fase da operação ocorreu justamente a partir da análise de documentos e outras informações obtidas após a primeira etapa da investigação.
Caso surjam novas situações que demandem apuração, Mendes afirmou que elas poderão resultar na abertura de um novo procedimento investigativo.
Arbóreo e Ponto Final
O promotor também atualizou o andamento das operações Arbóreo e Ponto Final, cujos materiais apreendidos em 7 de maio ainda estão sendo analisados.
Segundo Mendes, o Gaeco trabalha com um volume expressivo de documentos, celulares e computadores, o que tem prolongado a conclusão dos relatórios.
A expectativa apresentada pelo promotor é de que o relatório final da Operação Arbóreo seja concluído ainda neste ano. Já em relação à Ponto Final, a previsão é de que o trabalho possa avançar para o próximo ano.
Operação Carga Oca
Sobre a Operação Carga Oca, Marcionei Mendes afirmou que a investigação está praticamente concluída e que falta apenas a análise de algumas situações que ainda podem surgir.
A expectativa é de que até o final deste ano seja apresentada a denúncia relacionada à operação.
Sigilo das investigações
O promotor também explicou que a abertura do sigilo das operações ocorre conforme o avanço dos procedimentos e, especialmente, quando há apresentação de denúncia.
Segundo Mendes, o sigilo é utilizado para preservar a eficácia das investigações e evitar que os próprios investigados tenham conhecimento antecipado das diligências que estão sendo realizadas.
Ele destacou que a manutenção do sigilo não tem como objetivo impedir a transparência perante a sociedade, mas proteger o andamento da investigação. O promotor citou justamente a segunda fase da Sentinela como exemplo: se o conteúdo da primeira etapa tivesse sido divulgado integralmente antes do momento adequado, os investigadores poderiam ter comprometido novas diligências.
Foto: Jefferson Santos / Mesorregional
