Casal é preso em operação contra produção e venda de medicamentos adulterados em Navegantes
A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 45 anos e uma mulher de 34 anos, nesta quinta-feira (27), durante uma operação em Navegantes que investiga a produção e comercialização de produtos terapêuticos e medicinais falsificados ou adulterados.
A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Navegantes em conjunto com a DRACO de Erechim (RS). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e em uma sala comercial utilizada pelos investigados.
📲 Clique aqui e faça parte do nosso grupo no WhatsApp
📰 Clique aqui e siga também o Mesorregional no Instagram
Nos locais, foram apreendidos R$ 27,1 mil em dinheiro, frascos de tirzepatida e retatrutida, oxandrolona, testosterona, primobolan, trembolona, agonista de GLP-1, anfetaminas e líquido para cigarro eletrônico contendo THC, além de materiais que, segundo a investigação, eram utilizados na preparação dos produtos.
Rótulos falsos indicavam fabricação nos Estados Unidos
A Polícia Civil afirma ter constatado que o casal diluía tirzepatida em solvente e comercializava o produto como se fosse retatrutida. Conforme a investigação, os próprios suspeitos confeccionavam rótulos falsos indicando que o produto teria sido produzido nos Estados Unidos, inclusive com textos em inglês e a bandeira norte-americana.
A polícia informou ainda que a retatrutida encontrada possui venda proibida no Brasil.
Diante da quantidade e diversidade das substâncias, a Polícia Científica realizou perícia na sala comercial e recolheu diversos frascos com produtos de origem considerada duvidosa.
Segundo a investigação, os produtos teriam sido produzidos na China, adquiridos irregularmente no Paraguai e posteriormente manipulados pelos investigados.
O casal foi autuado pelo crime de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, cuja pena máxima pode chegar a 15 anos de prisão. Após os procedimentos, ambos foram encaminhados ao Presídio de Itajaí e ficaram à disposição da Justiça.
Foto: Divulgação / PCSC
