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Dragagem marca início das obras de alargamento da Praia do Gravatá, em Navegantes

As obras de alargamento da Praia do Gravatá, em Navegantes, entraram oficialmente em uma nova fase na manhã desta segunda-feira (20) com o início da operação da draga Galileo Galilei, responsável pela dragagem e deposição da areia ao longo da orla.

Para marcar o começo dos trabalhos, a Prefeitura de Navegantes realizou uma cerimônia na Praça Marília Soares, reunindo autoridades, representantes da imprensa e moradores. O evento contou até mesmo com uma contagem regressiva, simbolizando o início da operação da embarcação.

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A previsão é de que a dragagem ocorra 24 horas por dia, sem interrupções, iniciando nas proximidades do Rio das Pedras e seguindo até o Molhe do Gravatá, abrangendo um trecho de aproximadamente 2,3 quilômetros.

Segundo o cronograma da obra, a etapa de dragagem deverá ser concluída em até 15 dias. Após o período necessário para acomodação natural da areia, a expectativa é de que a praia passe a contar com uma faixa de areia de aproximadamente 70 metros de largura, proporcionando mais espaço para lazer, turismo e proteção costeira.

O projeto está sendo executado pela Jan de Nul, multinacional belga considerada uma das maiores empresas de engenharia marítima do mundo. O investimento previsto na obra é de R$ 31,5 milhões.

Praia ficará interditada por segurança

Durante toda a execução da dragagem e também pelos 10 dias seguintes à conclusão da deposição da areia, a circulação de pessoas será proibida em toda a extensão da Praia do Gravatá.

A área permanecerá totalmente isolada por questões de segurança, sendo vedadas atividades como caminhadas, banho de mar, pesca e qualquer outro tipo de permanência na faixa de areia.

A liberação da praia para uso público somente ocorrerá após avaliação e autorização do Corpo de Bombeiros Militar, responsável por verificar as condições de segurança ao término das obras.

Conheça a draga Galileo Galilei

Responsável pela execução dos trabalhos, a Galileo Galilei é uma embarcação de grande porte, com 166 metros de comprimento e capacidade para transportar 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem.

Construída na China em 2020 e registrada sob bandeira de Luxemburgo, a embarcação já participou de importantes obras de engenharia costeira em Santa Catarina, como os alargamentos das praias de Balneário Camboriú e Itapoá.

O navio opera como uma draga de sucção com autotransporte (TSHD). Na prática, seu funcionamento se assemelha ao de um gigantesco aspirador submarino. Tubos de sucção são posicionados sobre o fundo do mar, onde bombas de alta potência retiram uma mistura de areia e água, armazenando o material em um grande compartimento interno, conhecido como hopper.

Quando o reservatório é preenchido, a embarcação navega até o ponto determinado para descarregar a areia, bombeando o material diretamente para a praia, onde será utilizado no processo de alargamento da faixa de areia.

A expectativa é de que a intervenção contribua para aumentar a proteção da orla contra processos erosivos, além de fortalecer o potencial turístico e de lazer da região.

Foto: Especial / Leitor Mesorregional

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