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Febratex 2026 debate mercado têxtil e apresenta inovações em Blumenau

A 19ª edição da Febratex iniciou as atividades nesta terça-feira (18), em Blumenau, com o registro de 18.004 visitantes logo no primeiro dia de evento. Considerada a maior feira da cadeia produtiva têxtil das Américas, a exposição reúne empresários e profissionais em busca de atualização tecnológica, fechamento de negócios e debates sobre as perspectivas do mercado internacional.

O evento segue até sexta-feira (21) e projeta receber 80 mil pessoas. De acordo com a organização, a Febratex tem participação direta em cerca de 40% das transações comerciais geradas anualmente pelo segmento têxtil no Brasil.

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Para abrigar os cerca de 670 expositores e mais de 3,3 mil marcas, o Parque Vila Germânica colocou em operação um novo espaço de 2,6 mil metros quadrados, localizado aos fundos dos setores um e quatro. Com o acréscimo, a feira passa a contar com 10 setores de exposição e alcança uma área total de aproximadamente 40 mil metros quadrados.

O diretor-presidente do Febratex Group, Hélvio Pompeo Madeira, afirmou que a ocupação máxima da nova estrutura reflete a demanda reprimida do mercado por modernização. “Vivemos um momento de investimento pesado em tecnologia e precisávamos oferecer um ambiente à altura dessa evolução. Essa expansão permite atender quem antes ficava de fora”, explicou.

Nos estandes, a tecnologia é a solução. A Brastema, por exemplo, demonstrou máquinas de finura 18, que reduzem a necessidade de acabamento nas peças — equipamento que rendeu negociações fechadas já nas primeiras horas de feira. Já a Epson focou em apresentar diferentes tecnologias de impressão têxtil digital (fibra natural, DTF, sublimação e DTG) para otimizar os processos de estamparia.

Além de maquinários, empresas utilizaram a feira para anunciar reposicionamentos comerciais. A Malwee, após 58 anos atuando exclusivamente na confecção de roupas prontas, lançou a venda de malha em rolo, tornando-se fornecedora de matéria-prima para outras confecções. “A gente se preparou para que os clientes entendessem esse novo negócio, trazendo a exposição de uma malha com tecnologia repelente à água”, detalhou Fernando Klein, representante da marca.

A Unifi estruturou seu estande utilizando quase uma tonelada de resíduos plásticos (incluindo 6 mil garrafas PET) para destacar suas inovações em economia circular. A gerente de marketing, Daniella Azevedo, apresentou os novos produtos da marca. “Estamos lançando um fio 100% à base de resíduo têxtil e tecnologias como o AMY, à base de hortelã-pimenta para controle de odor, e o Re-comfort, que favorece a reciclagem por ser monomaterial”, destacou.

O cenário macroeconômico integra as rodadas de discussão do evento, impulsionado pela recente conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado, que prevê a eliminação de tarifas sobre 97% dos bens manufaturados entre os blocos, é visto como um facilitador para as exportações e para a importação de tecnologias.

Segundo o relatório da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor movimenta atualmente R$ 203,9 bilhões anualmente no país, empregando 1,3 milhão de pessoas.

Para o diretor-superintendente da Abit, Fernando Valente Pimentel, a eliminação das barreiras tarifárias trará impactos diretos à cadeia produtiva. “O acordo abre muitas oportunidades. Estima-se um impacto positivo na criação de 300 mil postos de trabalho formais em até 10 anos, em função da ampliação do comércio. O tratado também é congruente com nossas metas de fomento e modernização industrial”, avaliou.

A união entre a vitrine de novas tecnologias, as projeções do mercado internacional e o volume de negócios gerados nos estandes reforça a posição estratégica de Blumenau para o setor. A Febratex segue com programação até o fim da tarde desta sexta-feira (21), conectando a tradição do polo produtivo catarinense às novas exigências e oportunidades do mercado global.

Foto: Júlia Cardoso/Mesorregional

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