Ocorrências de picada de cobras são registradas no Vale do Itajaí

Com a chegada do calor o aparecimento de cobras e outros animais peçonhentos em áreas urbanas, fica mais comum entre o fim da primavera e o verão, principalmente depois de longos períodos de chuva, já que esse  é o início do período reprodutivo ou desova de filhotes e aumento do metabolismo desses animais. Com isso os acidentes acabam ocorrendo com mais frequência, também por consequência das pessoas ficarem mais expostas ao ambiente.

Na última quinta-feira (12) um menino de 12 anos foi picado por uma jararaca, durante a noite, enquanto dormia. A cobra estava embaixo de seu travesseiro, numa residência que fica localizada no bairro Escola Agrícola, em Blumenau. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Santo Antônio (H.S.A.). Agora precisa de acompanhamento médico até que os efeitos do veneno saiam totalmente do seu sangue. Segundo o Corpo de Bombeiros, esse tipo de situação (cobra embaixo do travesseiro) é bastante incomum.

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Fotos: Divulgação / CBMSC

Ás 18h43min de ontem (18), uma mulher de 53 anos, sofreu picada de  jararacuçu que estava no depósito de um mercado que fica na Rua Guarapari, no Progresso. De acordo com os bombeiros a vítima, estava consciente e orientada, conduzida também foi conduzida ao H.S.A. A serpente acabou sendo sacrificada por populares. A recomendação é que nesses casos esses animais sejam capturados com cuidado, principalmente para que profissionais de saúde saibam a espécie exata para aplicação adequada do soro antiofídico.

 

Recomendações

De acordo com o Corpo de Bombeiros, em caso de acidente com animais peçonhentos, além da captura com o máximo de cuidado desses animais, o adequado é fazer contato com as equipes de emergência através dos telefones 193 ou 192 e também lavar a área atingida. “A recomendação é lavar bem o local da picada com água e sabão, acionar de imediato o serviço de emergência e, dentro das possibilidades, tentar identificar a espécie do animal.” diz o capitão Daniel Gevaerd Muller, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

 

Ocorrências e danos

Segundo dados divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica, em 2016 foram registrados 8.009 acidentes com animais peçonhentos em Santa Catarina. Em geral, causados por serpentes, aranhas, lagartas, abelhas entre outros. Sendo que nos últimos 10 anos ocorreram 17 mortes por conta de picadas de cobra, 5 óbitos por acidentes com aranhas e 13 por consequência de picadas de abelhas. Entre as cobras venenosas mais comuns no estado estão a jararaca, jararacuçu, cascavel e coral.

No caso das cobras, as lesões causadas são sintomas locais como dor e inchaço, e além de causar danos aos tecidos pode estimular um quadro de hemorragia e distúrbios na coagulação do sangue além de alterações na função dos rins, fazendo com que o paciente necessite realizar até mesmo hemodiálise. Os filhotes desses animais representam um risco extra, já que não controlam a quantidade de veneno expelido em uma picada.

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