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Santa Catarina se destaca como polo de inovação no agronegócio

Santa Catarina consolidou nos últimos anos um dos ambientes mais favoráveis do país para a inovação no agronegócio, unindo a força da produção agropecuária a um dos mais desenvolvidos ecossistemas de tecnologia do Brasil. A constatação faz parte da segunda edição do Mapa do Agro Catarinense, estudo divulgado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC).

Além de apresentar indicadores sobre geração de empregos, exportações e desempenho das cadeias produtivas, o levantamento destaca o crescimento das agtechs — startups voltadas ao agronegócio —, que impulsionam a modernização das propriedades rurais com soluções voltadas à produtividade, sustentabilidade e eficiência.

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Atualmente, Santa Catarina possui 85 agtechs, o equivalente a 5% de todas as startups do setor no país, ocupando a sétima colocação nacional. O estado também reúne mais de 2,2 mil startups, formando o segundo maior ecossistema de inovação do Brasil, segundo dados do Sebrae.

Outro destaque é a vocação catarinense para o desenvolvimento de soluções digitais. Softwares, plataformas e aplicativos representam 42% dos produtos desenvolvidos pelas agtechs catarinenses, colocando o estado na quarta posição nacional nesse segmento. Grande parte dessas empresas atua no modelo de assinatura recorrente (SaaS) e fornece soluções para o mercado corporativo.

O estudo aponta ainda que as agtechs catarinenses apresentam faturamento superior à média nacional em todas as faixas de receita analisadas, evidenciando a maturidade do setor e a capacidade de transformar inovação em negócios rentáveis.

Tecnologia impulsiona o futuro do campo

O relatório destaca que a inovação deixou de ser um diferencial e passou a ser um fator essencial para a competitividade do agronegócio. Atualmente, as startups desenvolvem soluções para automação, inteligência artificial, rastreabilidade, logística, gestão rural, monitoramento de propriedades, biotecnologia e desenvolvimento de insumos agrícolas.

A distribuição dessas empresas acompanha as vocações econômicas das regiões catarinenses. Florianópolis concentra 43% das agtechs, seguida por Lages (10%)Chapecó (5%) e Concórdia, Araranguá e Joinville (4% cada). No Oeste, as soluções estão fortemente ligadas às cooperativas e agroindústrias, enquanto o Vale do Itajaí ganha destaque em projetos de Internet das Coisas (IoT) e hardware.

Segundo Valder Zacarkim, Santa Catarina reúne características únicas para transformar tecnologia em desenvolvimento econômico.

“Os dados mostram que Santa Catarina não apenas desenvolve tecnologia para o campo, mas consegue transformar essa inovação em negócios sustentáveis e escaláveis”, afirma.

Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), por meio da Vertical Agtech, reúne atualmente 47 empresas e promove a integração entre startups, cooperativas, agroindústrias e instituições como a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), acelerando a adoção de tecnologias como inteligência artificial, blockchain, drones autônomos, nanotecnologia e biotecnologia.

Setor movimenta mais de um terço da economia estadual

Os avanços tecnológicos ocorrem em um segmento que já ocupa posição estratégica na economia catarinense. Segundo o estudo, o agronegócio movimentou R$ 144 bilhões em 2023, representando 35% de toda a economia de Santa Catarina.

Em 2025, o setor empregou aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, entre trabalhadores formais e informais, correspondendo a 36% dos postos de trabalho do estado.

Nas exportações, o agronegócio segue liderando. Em 2025, o setor respondeu por US$ 8,4 bilhões em vendas internacionais, o equivalente a 70% de tudo o que Santa Catarina exportou.

O relatório também projeta que os próximos anos serão marcados pelo avanço da hiperautomação, da descarbonização da produção, da ampliação dos mercados de carbono e da popularização da inteligência artificial, inclusive entre pequenos produtores rurais.

Foto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC

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