Toffoli também fica fora do julgamento
Logo depois, o ministro Dias Toffoli tomou a palavra e anunciou que também não participará do julgamento.
Toffoli afirmou que não cometeu qualquer ilicitude, mas lembrou que já havia se declarado suspeito para atuar no caso Banco Master.
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Em março de 2026, o ministro declarou sua suspeição após a repercussão da revelação de que teria vendidoido a participação que possuía em um resort no Paraná para um fundo apontado como ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Nesta terça-feira, Toffoli ressaltou que sua decisão ocorreu por motivo de foro íntimo, e não pelo reconhecimento de impedimento legal. Segundo ele, a medida foi tomada “para não constranger a Corte”.
Com as manifestações, Nunes Marques e Dias Toffoli ficam fora da deliberação sobre o caso que colocou o Supremo diante de uma crise interna e levou à convocação extraordinária do plenário pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
A sessão discute, entre outros pontos, os procedimentos adotados após a recuperação de mensagens do celular de Vorcaro e os elementos relacionados a Alexandre de Moraes, além dos questionamentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República sobre a condução das diligências.
As referências existentes no material investigativo e as relações mencionadas durante a sessão não representam, isoladamente, comprovação de prática de ilícitos pelos ministros citados.
Foto: Alejandro Zambrana / STF
