Trabalhadores aprovam estado de greve e transporte coletivo de Gaspar pode ser paralisado nos próximos dias
Os trabalhadores do transporte coletivo urbano de Gaspar aprovaram estado de greve e uma eventual paralisação do serviço poderá ocorrer nos próximos dias caso não haja avanço nas negociações entre o sindicato e a empresa responsável pela operação.
A decisão foi aprovada em assembleia realizada no último sábado (15), conforme comunicado divulgado pelo Sindetranscol — Sindicato dos Empregados do Transporte Coletivo Urbano.
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Segundo o sindicato, a empresa Expresso Presidente teria descumprido os prazos assumidos durante as negociações coletivas e apresentado uma proposta apenas um dia antes da realização da assembleia.
Ainda conforme a entidade sindical, a proposta apresentada contemplaria somente dois pontos entre mais de 80 reivindicações da categoria, o que foi considerado insuficiente pelos trabalhadores.
A data-base da categoria é 1º de julho, e a negociação deve considerar a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 aprovada em Blumenau.
A empresa e a Prefeitura de Gaspar foram oficialmente notificadas sobre a decisão nesta segunda-feira (17).
Paralisação poderá ocorrer após prazo legal
De acordo com o Sindetranscol, após o cumprimento do prazo legal de 72 horas, poderão ocorrer manifestações e até mesmo uma paralisação do transporte coletivo no município.
Até o momento, entretanto, não há confirmação de uma greve ou suspensão imediata do serviço.
O sindicato afirma que a decisão pelo estado de greve representa uma forma de pressionar pela continuidade das negociações e por avanços nas reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Prefeitura diz acompanhar negociações
Em nota oficial, a Prefeitura de Gaspar informou que foi notificada nesta segunda-feira sobre a decisão dos trabalhadores.
O município afirmou que acompanha a situação e aguarda as deliberações entre o sindicato e a Expresso Presidente.
“O Município acompanha de perto a situação e aguarda as deliberações entre o Sindicato e a empresa Expresso Presidente, responsável pela operação do transporte coletivo.”
A Prefeitura também destacou que permanece atenta aos possíveis desdobramentos, especialmente em relação à continuidade e à regularidade do transporte coletivo em Gaspar.
Possível greve preocupa empresas
A possibilidade de uma paralisação também mobilizou o setor empresarial.
A AMPE — Associação das Micro e Pequenas Empresas de Gaspar e Ilhota divulgou uma nota institucional informando que acompanha as negociações e os possíveis impactos para as empresas e seus colaboradores.
Segundo a entidade, o transporte coletivo tem papel fundamental no funcionamento da economia local, já que diversas empresas dependem diariamente do serviço para garantir o deslocamento dos trabalhadores.
Uma eventual interrupção poderá afetar diretamente a rotina das empresas, além da pontualidade e do deslocamento dos colaboradores que utilizam o transporte público para chegar ao trabalho.
A AMPE ressaltou que, até o momento, não existe confirmação de paralisação imediata, mas destacou que o estado de greve e o prazo de 72 horas exigem atenção.
O presidente da entidade, Kauê Benkendorff, informou que a associação seguirá acompanhando as negociações e buscando informações junto aos envolvidos.
A expectativa agora é que as partes avancem nas tratativas antes que uma eventual paralisação seja deflagrada.
Foto: Divulgação / PMG (Arquivo)
