A prevenção ao suicídio acontece o ano inteiro

Todos os anos, são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil. Cada vida perdida deixa marcas duradouras em famílias e comunidades. Trata-se de um grave problema de saúde pública, conforme afirmou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e a prevenção deve ser prioridade. No mês de setembro, por exemplo, acontece a campanha Setembro Amarelo, que visa prevenir e reduzir os números de suicídio e, para isso, realiza ações de conscientização.

O dia 10 de setemebro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a prevenção acontece o ano inteiro. Um exemplo disso é a atuação do Centro de Valorização da Vida (CVV), um serviço voluntário que oferece apoio emocional para todas as pessoas que querem ou precisam conversar sobre suas angústias e emoções. São mais de 4 mil voluntários espalhados por todo o Brasil, em 120 postos físicos e um posto virtual. Só no ano passado, o CVV atendeu mais de 3 milhões de chamadas.

Há 58 anos no país, a instituição atua 24h por dia com atendimentos por telefone. “Dor, angústia, desespero, tristeza e desamparo não marcam hora e não mandam aviso. Por isso, primamos pelo atendimento 24h para fazer esse primeiro acolhimento. Depois, no dia seguinte, pode ser que a pessoa entenda que ela deve buscar um serviço profissional para fazer um tratamento, mas estaremos sempre disponíveis para acompanhar“, diz Zita, voluntária do CVV em Blumenau.

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O atendimento acontece com o apoio de voluntários que, por meio de um curso, são capacitados para ouvir e oferecer apoio emocional. Essa capacitação, conforme explica Zita, é um processo contínuo. “O CVV está sempre nos oferecendo oportunidades que promovem o nosso autoconhecimento e o nosso desenvolvimento pessoal para que cada vez mais possamos nos habilitar para melhor entender e acolher a pessoa que nos procura“, diz a voluntária.

A instituição está em Blumenau há 35 anos e, atualmente, conta com cerca de 40 voluntários na cidade. A busca pelo aumento no número de voluntários não para e, inclusive, os cursos continuam sendo realizados durante a pandemia, mas de forma online. “Os voluntários podem ser de toda e qualquer profissão ou de nenhuma profissão, basta ter mais de 18 anos e ter esse desejo genuíno de querer ajudar alguém num momento de crise, num momento de vulnerabilidade emocional, e participar desse curso de preparação e capacitação“, explica Zita. Interessados em se voluntariar ou conhecer mais de perto a proposta do CVV podem se inscrever pelo site cvv.org.br ou, para blumenauenses, enviar um em-mail direto para blumenau@cvv.org.br.

A voluntária explica ainda que o curso passa por uma etapa teórica e uma prática, nas quais os voluntários conhecem mais sobre o CVV, sobre a pessoa que busca ajuda, as atitudes e habilidades que precisam desenvolver em si mesmos para oferecer um bom atendimento, o diálogo e o acolhimento e, por fim, passam por atividades práticas e treinamentos. “Não somos profissionais da área da saúde, então não diagnosticamos e não tratamos, nós somos sempre apoio, inclusive para os profissionais. Funcionamos como um pronto-socorro emocional“, ressalta.

O CVV reforça a necessidade de ouvir as pessoas que precisam falar sobre suas emoções e que, por algum motivo, não conseguem, seja por vergonha, medo de ser julgado ou qualquer outra dificuldade. “O que a pessoa mais precisa é poder falar, organizar seu pensamento, porque quando ela fala, ela já vai tendo a oportunidade de organizar o pensamento“, finaliza Zita.

Além do telefone 188, as pessoas também podem buscar o CVV por meio do site cvv.org.br e conversar em um chat ou escrever um email.

Fotos: Arquivo / CVV Blumenau
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