Carlos Moisés da Silva e Daniela Reinerht com processo de cassação aberto e com remota chance de reversão

O dia de ontem (17) foi eletrizante no cenário político catarinense. Os deputados estaduais votarem para abrir o processo de impeachment contra a vice-governadora Daniela Reinerht (sem partido), aprovado por por 32 votos a 7 e também provaram por 33 a 6 a abertura do procedimento que poderá cassar o mandato de Carlos Moisés (PSL).

A partir de agora, uma comissão de cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) irá agora ser convocada a analisar o afastamento imediato da dupla do governo por conta do julgamento por crime de responsabilidade. Apesar disso, a autorização do julgamento não implica no afastamento imediato de Moisés e Daniela de seus cargos. A decisão sobre o afastamento caberá à comissão julgadora que ainda será formada.

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Com a votação expressiva, ficou ainda mais clara a fragilidade dos atuais chefes do Executivo catarinense. Contra eles, ocorreram votos até mesmo de aliados, como o deputado blumenauense Ricardo Alba, que também permaneceu filiado ao PSL, partido no qual a maioria dos “bolsonaristas” eleitos em 2018, a exemplo da vice, Daniela, que se afastou do próprio Moisés. No discurso do voto, Alba disse inclusive, que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro, mas não declarou apoio a vice-governadora, pessoa que permanece alinhada com Bolsonaro.

Nota Oficial: Governador comenta votação

Crença na Justiça

O governador Carlos Moisés lamenta a decisão da Assembleia Legislativa de dar prosseguimento ao processo de impeachment nesta quinta-feira, 17. A pressa com a qual o presidente do Parlamento estadual levou o tema a plenário revela tão somente os interesses políticos daqueles que buscam o poder para fins pessoais e não respeitam o voto dos catarinenses, atentando contra a democracia.

O chefe do Executivo estadual permanece confiante na Justiça e no discernimento dos desembargadores e deputados que irão apreciar a questão a partir da formação do Tribunal Misto. A ação se baseia em um frágil argumento que não tem justa causa legal e tampouco apresenta qualquer irregularidade praticada pelo governador, conforme já aferiram o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado.

Apesar dos ataques e das tentativas de desestabilização, o governador se mantém firme na missão de gerir o Executivo estadual para o bem dos catarinenses. Orgulha-se de uma administração que já economizou mais de R$ 360 milhões para os cofres públicos com revisão de contratos, inovação e desburocratização de processos. Os investimentos, o desenvolvimento econômico, a saúde e o bem-estar da população seguem como prioridade.

Florianópolis, 17 de setembro de 2020

Foto: Jefferson Santos / Mesorregional

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