Defesa Civil monitora formação de ciclone-bomba que deve provocar temporais e ventania em Santa Catarina
Entre os dias 06 e 07 de agosto, a formação de um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e do Uruguai voltará a provocar mudanças bruscas no tempo em toda a região Sul do Brasil. A Defesa Civil de Santa Catarina acompanha e monitora de perto o sistema, que deve se intensificar rapidamente sobre o oceano, podendo adquirir as características técnicas de um ciclone-bomba.
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Impactos previstos para o estado
O tempo permanece instável em todas as regiões catarinenses ao longo desta quinta-feira, com condições para chuva e temporais isolados desde as primeiras horas da manhã. O quadro de instabilidade ganha ainda mais força com a passagem de uma frente fria — associada ao ciclone — entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira.
As áreas mais afetadas pela virada do tempo devem ser o Extremo Oeste e o Oeste. Nessas regiões, as instabilidades tendem a ser mais severas, acompanhadas de rajadas de vento que podem superar a marca dos 70 km/h.
Durante a madrugada e a manhã de sexta-feira, a frente fria avança pelas demais regiões do estado. Logo na sequência, o sistema meteorológico começará a se afastar de Santa Catarina, permitindo que o tempo volte a ficar estável gradativamente.
O que é um ciclone-bomba?
Conhecido tecnicamente pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva, o “ciclone-bomba” recebe esse nome devido à velocidade extrema com que se intensifica. Trata-se de um sistema de baixa pressão atmosférica, formado geralmente sobre o oceano pelo contraste entre massas de ar quente e frio.
O termo é utilizado quando o ciclone passa por uma queda acentuada da pressão atmosférica em poucas horas. Essa intensificação muito rápida faz com que a frente fria avance com maior velocidade sobre o continente, resultando em tempestades mais intensas, fortes rajadas de vento e maior probabilidade de queda de granizo.
De acordo com a meteorologista da Defesa Civil de SC, Nicolle Reis, a intensidade dos impactos em território catarinense depende, principalmente, do local exato onde o ciclone se intensifica. “Quando ela acontece mais próxima da costa, há maior potencial para ventos fortes, ressaca e temporais mais severos. Se o processo ocorre em alto mar, mais distante do continente, esses efeitos tendem a ser menos intensos no estado”, explica.
Monitoramento e alertas à população
A evolução climática segue sendo monitorada de forma contínua pelo órgão estadual. Para garantir a segurança, a Defesa Civil orienta a população a acompanhar de perto as atualizações da previsão e os avisos meteorológicos emitidos pela instituição.
Os cidadãos podem receber os alertas gratuitamente por mensagem de texto (SMS). Para isso, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. As informações também estão disponíveis para consulta rápida no site oficial e nas redes sociais da Defesa Civil.
Imagem ilustrativa da formação de um ciclone. Fonte: Dsat – CPTEC
