Delator da “Carne Fraca” afirma que esquema teria beneficiado deputados do PMDB no Paraná

Em uma reportagem assinada por Rafael Moro Martins, publicada hoje pelo Uol, revela que a delação do ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, que foi preso na operação Carne Fraca acusado de comandar um esquema de propina envolvendo frigoríficos, implica quatro deputados federais do PMDB do Estado, em acordo de delação premiada que negocia com a Procuradoria Geral da República (PGR); Osmar Serraglio, João Arruda Sobrinho, Hermes “Frangão” Parcianello e Sérgio Souza.

Fotos: Reprodução / UOL

 

A reportagem trás que o delator, afirma que os parlamentares paranaenses (chegaram a exigir que ele fosse mantido no cargo apesar de suspeitas de corrupção) teriam recebido recursos através do esquema. Procurados pelo UOL, os quatro deputados negaram participação no esquema.

Fato é que em abril de 2015, os quatro encaminharam documento à então ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB/TO) para que ele fosse nomeado. Gonçalves foi apontado pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, como líder do esquema, que cobrava propina de frigoríficos e empresas do setor. Em conversa telefônica gravada com o ex-superintendente do MAPA pela Polícia Federal (PF), Serraglio aparece chamando-o de “grande chefe”.

Ainda segundo a reportagem do Uol, Gonçalves tem recebido visitas mensais de um procurador da PGR na carceragem da PF em Curitiba onde está preso desde março, para negociar a delação. Ele teria entregue à procuradoria documentos que comprovam as denúncias contra os deputados paranaense. O esquema envolveria ainda o ex-deputado Moacir Micheletto, também do PMDB, morto num acidente de carro em 2012. A negociação da delação do ex-superintendente estaria avançada e deve ser assinada nos próximos dias. O relator seria o ministro Dias Toffoli.

 

*Com informação do portal Bem Paraná

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