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Hospital afasta médico após morte de gestante em Indaial

O Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, informou que afastou de forma preventiva um dos médicos envolvidos no atendimento à jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, que morreu junto com o bebê que esperava.

Segundo a instituição, o afastamento tem caráter cautelar, “medida de caráter estritamente preventivo, adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem qualquer antecipação de juízo acerca de eventual responsabilização”.

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Paralelamente, a Polícia Civil de Indaial investiga as circunstâncias da morte da gestante, que estava no sétimo mês de gravidez. A jovem foi transferida ao Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde passou por uma cesariana de emergência. O bebê não resistiu e, pouco tempo depois, Maria Luiza também morreu.

De acordo com a família, a jovem procurou atendimento no Hospital Beatriz Ramos por quatro dias consecutivos. Em todas as ocasiões, segundo os relatos, ela foi medicada e liberada.

Ainda conforme a família, na segunda ida ao hospital teriam sido identificadas alterações como queda nas plaquetas e mudanças na urina, e uma médica chegou a levantar a hipótese de dengue. Mesmo assim, a paciente teria recebido alta. No dia da morte, Maria buscou atendimento em um posto de saúde e foi encaminhada novamente ao hospital, sendo depois transferida em estado grave para Blumenau. Conforme um dos prontuários recebidos pela Polícia Civil, a vítima estava com dengue hemorrágica.

Em nota, o Hospital Beatriz Ramos informou que o caso segue sob análise interna e também foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC).

Confira a nota completa:

O Hospital Beatriz Ramos informa que o caso envolvendo o óbito da paciente Maria Luiza Bogo Lopes permanece sob apuração no âmbito de suas instâncias técnico-administrativas internas. No curso das apurações, foi determinado o afastamento acautelatório de um dos médicos envolvidos, medida de caráter estritamente preventivo, adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem qualquer antecipação de juízo acerca de eventual responsabilização.

Ressalta-se que o prontuário médico referente ao atendimento realizado junto ao Hospital Santo Antônio constitui elemento indispensável à adequada elucidação do caso. Referido documento foi solicitado por meio de comunicação formal no dia 07/04/2026, contudo, até o presente momento, não foi disponibilizado, o que impõe limitação relevante à completa análise técnica dos fatos.

O hospital informa, ainda, que o caso foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, órgão competente para a apuração técnico-profissional, ao qual caberá a análise dos fatos e eventual adoção das medidas cabíveis.

O Hospital Beatriz Ramos reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e o rigor na apuração dos fatos, permanecendo à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.

O Hospital Santo Antônio também se pronunciou. Confira abaixo:

O Hospital Santo Antônio informa que o prontuário médico referente ao atendimento mencionado foi devidamente disponibilizado aos órgãos competentes, conforme previsto na legislação vigente.

Esclarece, ainda, que o prontuário médico é um documento sigiloso, protegido por normas legais e éticas, não sendo permitido o seu compartilhamento direto entre instituições de saúde. Seu acesso é restrito ao próprio paciente /familiares legalmente autorizados ou mediante requisição formal de autoridade competente.

A instituição permanece à disposição para colaborar com as autoridades policiais, com quaisquer esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a ética, a transparência e a qualidade assistencial.

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