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Justiça condena homem por torturar a esposa em SC

Na última terça-feira (7/7), o Tribunal do Júri da Comarca de Ipumirim condenou um homem a 9 anos, 5 meses e 23 dias de prisão. O réu foi considerado culpado por praticar duas ações de tortura contra a esposa e por tentativa de homicídio contra o próprio sobrinho.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os crimes ocorreram no dia 22 de novembro de 2025, em uma comunidade de Lindóia do Sul. O réu acusava a companheira e o sobrinho de manterem um relacionamento inexistente.

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A ocorrência teve início com agressões contra a mulher na residência do casal. Em seguida, o homem pegou uma faca e foi até a casa do familiar para tentar matá-lo, mas o sobrinho conseguiu se defender e fugir do local.

Após o ato, o agressor retornou para casa e retomou a tortura contra a esposa. Utilizando facas, ele provocou cortes no corpo da vítima e fez ameaças, exigindo que ela confessasse a suposta relação. O fato ocorreu na presença da mãe do réu e da filha do casal, de 9 anos.

Interrupção das agressões e histórico do caso

Diante da situação, a criança saiu da residência e pediu ajuda a vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. Na chegada das guarnições, a mulher foi encontrada ferida e abalada. A própria filha solicitou aos policiais que prendessem o pai, relatando as agressões.

Após a intervenção da PM, a vítima relatou às autoridades que era agredida havia cerca de 12 anos, mas que não denunciava o companheiro por receio de represálias.

A Promotora de Justiça Louise Schneider Lersch, responsável pela acusação, destacou a omissão de familiares ao longo dos anos. “Neste caso, vários familiares prestaram depoimentos informando que a vítima, esposa do réu, já havia sido agredida outras vezes, porém nunca chamaram a polícia por se tratar de ‘questão de família’. A primeira pessoa a quebrar o silêncio foi uma criança de 9 anos, que demonstrou coragem ao perceber a progressão da violência e o risco de vida de sua mãe”, afirmou.

O conselho de sentença acolheu a tese do MPSC, o que resultou na pena estipulada pela Justiça. O réu ainda tem o direito de recorrer da decisão.

“O julgamento dá uma resposta a uma sequência de violências graves e demonstra a importância da denúncia para interromper esses ciclos. Nenhuma mulher deve viver com medo dentro da própria casa e toda sociedade deve agir para impedir que essas situações continuem ocorrendo”, concluiu a representante do Ministério Público.

Foto: Reprodução/Google

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