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Micro e pequenas empresas fecham seus primeiros negócios no exterior

A exemplo da multinacional WEG, de Jaraguá do Sul, que fechou os seus primeiros negócios no exterior começando pelo Paraguai – exportando motores elétricos, por transporte terrestre, via Foz do Iguaçu –, agora é a vez das micro e pequenas empresas catarinenses desbravarem o mercado externo pelo Paraguai, e também pelo Chile. Nas últimas duas semanas, por meio do programa SC-Export, 41 empresas projetaram o fechamento de US$ 2,096 milhões em negócios com o Paraguai e US$ 1,45 milhão em exportações com o Chile, para os próximos 12 meses. Este é o resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e a Univali, o patrocínio da Portonave e apoio da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e da Universidade de Blumenau (Furb).

“Foram 328 reuniões, no Paraguai e no Chile, que puderam proporcionar este excelente resultado. Em média, eram nove reuniões com compradores por empresa catarinense só no Paraguai e seis no Chile. Com isso, abrimos importantes portas para essas micro e pequenas empresas catarinenses, que sempre foi um tema do coração do governador Jorginho Mello e também da vice-governadora Marilisa Boehm”, informou o secretário de Articulação Internacional, Juliano Froehner.

Para o Governo do Estado, continuou o secretário, este projeto piloto se destaca como uma política pública inovadora em promoção comercial internacional. Ele tem também o objetivo de desenhar parcerias com os alunos beneficiados pelo programa Universidade Gratuita por meio do sistema Acafe, a exemplo do que aconteceu nessas duas viagens pelos alunos e pesquisadores da Univali, que trabalharam para fazer a preparação das empresas por meio de geração de catálogos, estudos de demanda, formação de preço, websites em língua estrangeira, estudo logístico, plano de exportação, dentre outras ações.

Na outra ponta da parceria, a responsável pelos projetos de extensão da Escola de Negócios da Univali, Giselda Cherem, justificou que, se mais de 50% do trabalho formal em SC é proveniente de micro e pequenas empresas, não fazia mais sentido apenas 4% exportarem, se são produtoras de bens de alto valor agregado. “Por isso, a Univali e mais três universidades do sistema Acafe estão qualificando essas empresas para exportar de forma segura e planejada. E com o projeto piloto SC-EXport, queremos provar que o que falta para a exportação de MPE acontecer de forma mais otimizada é, com certeza, uma parceria mais estratégica e pontual como essa.”

Mais emprego e renda para SC

Ao liderar a missão em Santiago (Chile), a vice-governadora Marilisa Boehm afirmou que apresentar produtos catarinenses diretamente para compradores chilenos com estes resultados consolidados comprova que a iniciativa foi vitoriosa. “Só temos o que comemorar. Com certeza, as novas oportunidades se refletem em mais emprego, mais renda e desenvolvimento do nosso estado, dos nossos municípios, em curto, médio e longo prazo.”

As ações do SC-Export também foram comemoradas pelos empreendedores participantes. “Já tínhamos alguns contatos iniciais com clientes em regiões próximas a Ciudad del Este, e o nosso desejo era conseguir ir mais ‘além da fronteira’. E foi incrível a assertividade deste programa no sentido de nos trazer reais potenciais clientes. Todos eles de forma direta ou indireta, podem nos trazer excelentes resultados nos próximos meses”, contou Hercilio Rosa, da TGM Máquinas e Equipamentos.

João Vitor Marcon De Nez, da Chelli Alimentos, descreveu a experiência como “memorável, uma oportunidade de levar a nossa marca ao mundo, agregando valor e reconhecimento. E foi um enorme prazer como empreendedor termos ao nosso lado o suporte do governo e das universidades.”

Representando a empresa que produz travesseiros de Joinville Marcbrayn – uma das primeiras da comitiva ao Chile a fechar negócios –, o gerente de comercial Jones Vieira contou que a venda aconteceu logo no primeiro contato realizado durante a rodada de negócios. “Não tínhamos noção por onde começar a prospectar, e todo o apoio do projeto nos abriu portas e encurtou caminhos.”

“O programa SC-Export é a comprovação de o quanto somos fortes e o quanto podemos crescer quando empresa, governo e entidades afins se unem por um propósito. Em apenas um dia, fizemos contato com 11 novos parceiros para comercialização e distribuição de produtos de nossa marca”, reforçou Jandilson Klein, CEO e diretor de operações da Moinho Jaraguá.

Impulso ao micro e pequeno empreendedor

O objetivo da Missão Empresarial é iniciar um diálogo e parceria com o país para o programa SC-Export, que terá como meta promover e impulsionar o comércio exterior para micro e pequenas empresas catarinenses.

Para César Winck, diretor de comércio e serviços da Secretaria da Indústria, do Comércio e do Serviço (Sicos) que acompanhou a missão ao Paraguai representando o secretário Silvio Dreveck, junto com a gerente de microempreendedor individual, Laryssa Schmitz, as reuniões são uma forma de estreitar ainda mais relações com o país vizinho. “No último trimestre, o Paraguai foi o 7° país que mais comprou produtos de Santa Catarina e o 10° que mais enviou insumos para o Estado. Ou seja, precisamos estar próximos deles. Além disso, a visita ao Ministério de Industria y Comercio foi uma oportunidade de entender como funciona a instituição do país, está sendo um momento de compartilhar e ouvir experiências”, acrescenta.

No Chile, a Sicos foi representada pelo diretor de micro e pequenas empresas, Fabiano Ceretta, informou que, atualmente, as micro e pequenas empresas representam apenas 4% do total de exportações. “Este é um número que desejamos e precisamos ver crescer. E o Governo foi um catalisador, acelerando discussões, consolidando parcerias e demonstrando nosso compromisso contínuo com o crescimento e a prosperidade de nossos empresários e de Santa Catarina como um todo.”

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