Novo advogado é instituído no caso Jaguar e revogação de prisão preventiva é solicitada

Ontem (26), Marcelo José Araújo advogado que participou da defesa de Evanio Wylyan Prestini, de 32 anos, na audiência do custódia, após o rapaz ter envolvido num acidente que matou duas jovens e deixou outras três feridas no início da manhã de sábado (23), deixou o caso e a defesa passou a ser administrada por Cláudio Gastão da Rosa Filho, um dos mais conceituados advogados criminalistas do sul do país.

Prestini teve a prisão em flagrante transformada em preventiva na audiência de custódia, transcorrida no domingo (24). A audiência foi presidida pela juíza de plantão, Cláudia Inês Maestri Meyer, que afirmou que manteria preso o motorista que cometeu crime de trânsito porque sua condição financeira lhe permitiria fugir do país. Nesta terça-feira Gastão Filho apresentou hoje (26) um pedido de revogação da prisão.

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No pedido o advogado instituído afirma que a questão financeira do preso não pode ser levada em consideração, uma vez que isso implica no “desprezo a presunção de inocência” além disso Gastão Filho afirma que não se discute a brutalidade do acidente e a comoção popular, que repercutiu até nos meios jurídicos, mas que “a indignação popular não serve como motivação a validar decretação de prisão preventiva “

Em sua defesa há a afirmação que o preso “é um jovem de bem, que por infelicidade do destino enfrenta o fato inédito e isolado em sua vida.” O criminalista aponta ainda, uma série de processos de crime de trânsito, em que motoristas embriagados receberam o direito de responder o processo em liberdade e pede para que Prestini também recebe esse direito, alegando que não há justificativa para custódia cautelar.

Agora, enquanto o trabalho de investigação da Polícia Civil também continua em andamento, para que o caso seja apurado da melhor forma possível – inclusive sobre a possível negligência de agentes da Polícia Rodoviária Federal, que foi avisada sobre as condições em que Evanio vinha trafegando pela BR-470 – o pedido de revogação da prisão preventiva receberá manifestação do Ministério Público para que depois seja analisado pela juíza da Comarca de Gaspar.

Foto: Jefferson Santos / Notícias Vale do Itajaí

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