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Polícia Civil conclui inquérito da Operação Happy Nation contra vereador Almir Vieira

A Polícia Civil de Blumenau concluiu o inquérito da Operação Happy Nation, deflagrada no início de fevereiro de 2026 e que teve entre os alvos o vereador Almir Vieira (PP). O parlamentar é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema que teria praticado crimes contra a administração pública, incluindo possíveis fraudes em contratos públicos, rachadinha e movimentações financeiras suspeitas.

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Com a conclusão da investigação policial, caberá agora ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) analisar o relatório e decidir os próximos passos. Entre as possibilidades estão o oferecimento de denúncia à Justiça, a solicitação de novas diligências ou o arquivamento do inquérito, caso não sejam identificados elementos suficientes para dar continuidade à persecução penal.

A conclusão do inquérito não significa que o vereador tenha sido condenado ou que uma denúncia criminal já tenha sido apresentada.

Vereador ficou afastado por seis meses

Durante a Operação Happy Nation, Almir Vieira foi detido por algumas horas e teve valores em dinheiro apreendidos durante o cumprimento de mandados. A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos e possíveis repasses de salários de assessores, prática conhecida como rachadinha.

Em fevereiro, a Justiça determinou o afastamento do parlamentar do exercício do mandato por 180 dias. O prazo terminou em agosto, quando Vieira retornou à Câmara Municipal de Blumenau.

O afastamento judicial ocorreu no âmbito da investigação criminal e não representou uma condenação. A defesa do vereador já havia sustentado anteriormente que os valores encontrados tinham origem lícita e estavam relacionados a atividades e recursos devidamente declarados.

Processo de cassação continua suspenso

Além da investigação criminal, Almir Vieira é alvo de uma Comissão Processante na Câmara de Blumenau, instaurada para analisar um pedido de cassação do mandato por possível quebra de decoro parlamentar.

O procedimento teve seu andamento suspenso por decisão liminar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A suspensão é independente da conclusão do inquérito policial e não equivale ao arquivamento do processo político-administrativo.

A eventual apresentação de denúncia pelo Ministério Público e os desdobramentos judiciais poderão acrescentar novos elementos ao caso, mas os efeitos sobre o mandato dependerão das decisões pertinentes em cada esfera.

Defesa contesta relatório e afirma que provará inocência

O Mesorregional entrou em contato com a defesa do vereador, que encaminhou uma nota sobre a conclusão do inquérito.

“A defesa do vereador Almir Vieira tomou ciência do relatório final do inquérito policial.

A defesa tem críticas a pontos do relatório que não correspondem à realidade dos fatos. Essas questões serão apresentadas no momento oportuno, nos próprios autos.

O procedimento segue seu curso normal. O relatório será agora analisado pelo Ministério Público e, depois, pelo Poder Judiciário.

O vereador confia nas instituições e provará sua inocência.”

A defesa, portanto, afirma que contestará pontos do relatório policial e que pretende apresentar seus argumentos nos autos do procedimento.

Foto: Rogerio Pires / CMB

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