Estudantes investigam os impactos do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes
Estudantes do 6º ano da Escola Básica Municipal Visconde de Taunay, em Blumenau, realizaram uma pesquisa científica sobre o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Com o título “O que você está inalando?”, o projeto reuniu as disciplinas de Matemática, Ciências e Arte para levantar dados sobre o contato dos jovens com os dispositivos e divulgar os impactos do uso à saúde.
A investigação começou no Clube de Matemática, onde os alunos manifestaram dúvidas sobre a presença dos dispositivos no cotidiano escolar. Sob a orientação dos professores, a turma elaborou e aplicou questionários anônimos aos estudantes e sistematizou os resultados em gráficos.
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Na disciplina de Ciências, a turma estudou a composição química dos cigarros eletrônicos, identificando substâncias como nicotina, propilenoglicol e aromatizantes, e analisou seus efeitos no sistema respiratório. Com o uso de modelos anatômicos e um aplicativo de realidade aumentada, os alunos desenvolveram um experimento que simulou o acúmulo de resíduos nos alvéolos pulmonares a partir do uso de vaporizadores.
O projeto incluiu também uma visita técnica ao Laboratório de Análises de Combustíveis e Cromatografia da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Durante a atividade, os estudantes observaram o funcionamento dos equipamentos de análise e acompanharam os testes de composição química em amostras de cigarros eletrônicos.
Na etapa final, pela disciplina de Arte, os alunos produziram panfletos com a lista dos componentes químicos presentes nos dispositivos e gravaram um curta-metragem com reflexões sobre o tema.
A secretária de Educação de Blumenau, Simone Probst, comentou a execução do projeto: “É muito importante ver os estudantes transformando dúvidas do cotidiano em investigação científica. Pesquisando sobre o uso de cigarros eletrônicos, eles desenvolvem o pensamento crítico, aprendem a analisar informações e passam a compreender melhor os riscos à saúde. Esse é um aprendizado que vai além da sala de aula e pode ajudar a levar informação e conscientização a outros jovens”.
Foto: Divulgação
