Polícia Civil prende suspeitos de extorquir mais de R$ 213 mil de vítima em Blumenau
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Blumenau, deflagrou nesta quarta-feira (15) uma operação para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados por um grave esquema de extorsão praticado contra uma vítima no município.
Segundo as investigações, a vítima passou vários meses sendo ameaçada de morte, assim como seus familiares, enquanto era obrigada a realizar pagamentos sucessivos aos criminosos sob o argumento de uma suposta dívida antiga.
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Conforme apurado pela Polícia Civil, os investigados conseguiram obter uma vantagem econômica ilícita superior a R$ 213 mil, por meio de constantes intimidações e graves ameaças.
Durante o período em que esteve sob pressão dos criminosos, a vítima realizou diversas transferências bancárias, além de ser obrigada a adquirir uma televisão e um aparelho celular para os autores.
As investigações também revelaram que a vítima foi coagida a vender seu veículo por valor inferior ao de mercado e a realizar saques bancários sob vigilância dos investigados, permanecendo durante todo o tempo em estado constante de medo.
Justiça autorizou prisões e bloqueio de bens
Diante da gravidade dos fatos, o delegado Ronnie Esteves representou ao Poder Judiciário por uma série de medidas cautelares, entre elas:
- prisão preventiva dos investigados;
- mandados de busca e apreensão;
- bloqueio de ativos financeiros;
- sequestro de bens;
- quebra do sigilo de dados telemáticos.
Todas as medidas foram deferidas pela Justiça.
Bens foram recuperados
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigados foram presos e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Nas diligências, os policiais civis conseguiram recuperar a televisão e o aparelho celular que haviam sido comprados pela vítima sob coação. Os equipamentos serão devolvidos ao legítimo proprietário.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que o inquérito prossegue para identificar eventuais coautores, aprofundar a dinâmica da organização criminosa e localizar outros bens e valores que possam ter sido obtidos por meio da prática da extorsão.
Foto: Reprodução / Divulgação / PCSC
