Retirada de direitos, privatização e descaso com a saúde leva trabalhadores dos Correios à greve

Trabalhadores dos Correios de todo o país deliberaram greve nacional em portesto contra a retirada de direitos, a privatização da empresa e a negligência com a saúde dos trabalhadores em relação à Covid-19. São mais de 100 mil trabalhadores que, a partir das 22h desta segunda-feira (17), pararam por tempo indeterminado. Em Santa Catarina, pelo menos 60% dos trabalhadores paralisaram as atividades.

A direção dos Correios tem se negado a negociar com a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Similares (FENTECT), que, juntamente aos sindicatos filiados, tenta o diálogo desde o início de julho. Além disso, os trabalhadores da categoria também tiveram muitos direitos retirados, como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auzílio para filhos com necessidades especiais. Foram 70 cláusulas retiradas com a revogação do atual Acordo Coletivo, que estaria em vigência até 2021, mas foi rescindido desde o dia 1º de agosto.

Os trabalhadores também lutam contra a privatização dos Correios, o aumento da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde e o descaso e negligência com a saúde e vida dos funcionários na pandemia da Covid-19. A FENTECT e os sindicatos tiveram que acionar a Justiça para garantir equipamentos de segurança, álcool em gel, testagem e afastamento dos grupos de risco e aqueles que coabitam com grupos de risco ou possuem crianças em idade escolar.

Para o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, a retirada de direitos e a precarização da empresa é uma das estratégias do Governo Bolsonaro e da direção dos Correios para a privatização, entregando os Correios para o capital estrangeiro. “O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do país, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”, declarou.


Foto: Divulgação / Sintect SC

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