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Biblioteca da FURB recebe exposição com obras do artista Clóvis Truppel (em memória) no dia 12 de junho

Arte, registros e memórias. No dia 12 de junho, a Biblioteca Universitária Martinho Cardoso da Veiga, da Universidade Regional de Blumenau (FURB) recebe a exposição De Risco em Risco, com mostra das obras do artista blumenauense Clóvis Truppel, que morreu em novembro de 2014, aos 55 anos, deixando um legado artístico no Vale do Itajaí. A abertura da exposição ocorre às 19h30min e conta com roda de conversa, e presença da atriz, produtora cultural, proponente do projeto e guardiã das obras do artista, Natele Peter. Durante o evento, será lançada uma plataforma digital com artes de Truppel, conhecido pelo público também como RISCO, assinatura que usava em suas obras. A exposição na Biblioteca da FURB seguirá aberta até o dia 1º de julho, de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h45min, e aos sábados das 9h às 13h, com entrada gratuita e aberta a toda comunidade.

“Truppel sempre foi um entusiasta pela vida, pela arte e pelas pessoas. Toda essa paixão foi imortalizada em centenas de obras, presentes em muitos cantos de Blumenau, e especialmente nas que hoje tem a artista Natele Peter como guardiã. A partida repentina e precoce de Truppel deixou uma lacuna não apenas na vida daqueles que estavam ao seu lado, mas também na arte e na cultura blumenauense”, afirma a produtora cultural Soila Freese. “Durante mais de seis anos, Natele guardou com carinho e apreço às obras do companheiro e agora ela dá o primeiro passo para que elas sejam difundidas e, principalmente, que a importância de Clóvis para a cidade jamais seja esquecida”, complementa Soila.

Segundo Natele Peter, Clóvis Truppel foi um dos precursores da arte de rua e do grafite em Blumenau. “Era um grande artivista das causas culturais da cidade. Sua obra sempre esteve presente nas inquietações. Na rua ocupava lugares deteriorados e/ou abandonados provocando novos olhares ou até mesmo revitalizando estes espaços”, exalta Natele. A arte de Truppel ainda é viva nas ruas. O artista riscou os quatro cantos de Blumenau. “Sua produção é extensa e a rua foi sua galeria viva, onde ele próprio foi o curador e o artista”, acrescenta Natele.

Para além dos riscos, Clóvis também foi um artivista dentro da cidade de Blumenau e com representatividade além deste lugar. “Provocou, agitou e fomentou a cultura através de movimentos culturais. Criou e produziu o COLMEIA (Coletivo Multicultural de Intervenções Artísticas), o Vamusíuni, o Por Gentileza; fez parte do Nosso Inverno e fazia parte do Coletivo Artístico Trupe Perambula; além de ser premiado dentro do MAB – Museu de Arte Blumenauense com a exposição Caminho Inverso”, conclui Natele Peter.

O projeto De Risco em Risco, de Natele Peter, é contemplado pelo Prêmio Herbert Holetz, e patrocinado pelo Fundo Municipal De Apoio À Cultura De Blumenau. A exposição (+ roda de conversa) irá circular também em seis escolas da rede pública de ensino de Blumenau ainda neste ano . Acompanhe as novidades pelo www.instagram.com/risco.arte

Fotos: Poly Araujo/Mariana Florencio.

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