Depois das investigações do MPSC, marido da mulher que confessou o crime em Canelinha tem prisão revogada

Após análise de conversas telefônicas, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) concedeu liberdade a Zulmar Schiestl, marido da mulher que confessou ter matado grávida em Canelinha. Segundo o MP, o homem foi manipulado pela esposa para acreditar na falsa gestação, já que trabalhava em outra cidade.

O advogado de Schiestl, Ivan Roberto Martins Junior, declarou por nota, que, desde o início, acreditou na inocência do seu cliente e, por esse motivo, buscou a celeridade na confecção do relatório da perícia, sobre as mensagens trocadas pelas mídias digitais entre os cônjuges, pois “havia a certeza de que ali não só se resolveria a prisão, mas sim a inocência dele, que foi injustamente acusado.”

Ainda segundo o advogado, a defesa espera que seja requerida também a absolvição sumária do homem e que, se “não fosse a perícia, talvez o fim da história fosse diferente e isso implicaria em injustiça”.

Se, no decorrer do processo, nenhum outro elemento surgir, o homem deve ser excluído da denúncia apresentada pelo MP por crimes de feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.

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Reclusão
Zulmar Schiestl estava preso há mais de um mês na Grande Florianópolis, por envolvimento na morte da grávida em Canelinha. A participação de Zulmar no crime vinha sendo investigada desde o dia do fato, na busca de elementos que pudessem esclarecer de forma definitiva uma possível autoria intelectual do marido no crime. Por meio de nota, o delegado declarou que o marido da investigada foi mais uma vítima da trama. A polícia entendeu, após ter acesso a imagens do condomínio onde ele e a esposa moravam, que o companheiro da acusada não sabia sobre o plano e, portanto, não tinha qualquer envolvimento com o crime.

O que aconteceu
Em 27 de agosto, uma mulher grávida de 36 semanas desapareceu em Canelinha. O corpo da mulher foi localizado no dia seguinte (28) em uma olaria desativada no município da Grande Florianópolis, sem o bebê e com o ventre aberto.

Segundo a Polícia Civil, uma das duas pessoas suspeitas de envolvimento com o crime, Rozalba Grimm, é amiga da vítima, teria atingido a cabeça da gestante com um tijolo e, em seguida, cortado a barriga dela para retirar o bebê.

Foto: Arquivo / Mesorregional

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