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Nova gasolina automotiva será obrigatória a partir de hoje. Mas o que vai mudar?

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível definiu as novas especificações da gasolina automotiva, que passam a ser obrigatórias a partir de hoje (3/8). Conforme as determinações técnicas, essas novas especificações aprimoram a qualidade da gasolina brasileira, proporcionam maior eficiência energética, melhorando a autonomia dos veículos pela diminuição de consumo, e viabilizam a introdução de tecnologias de motores mais eficientes, com menores níveis de consumo e emissões atmosféricas. 

Esta resolução foi publicada em janeiro de 2020 e tinha o prazo até 3 de agosto para que os produtores de combustíveis se adequassem às regras. As distribuidoras tem 60 dias de prazo adicional e de 90 dias para os revendedores se adequarem, permitindo o escoamento de possíveis produtos comercializados até ontem (2/8) ainda sem atender integralmente às novas características. 

Com relação às novas especificações, o primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, o que significa mais energia e menos consumo.  O segundo é valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A, de 77,0 ºC. Os parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.  O terceiro ponto é a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação de tal parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo. 

Em outras palavras, a intenção é evitar problemas mecânicos e proteção do motor, em especial em veículos mais novos, além de proporcionar menor consumo de combustível, mesmo que o consumidor vai pagar um preço maior por litro, em detrimento das melhorias com seu veículo.

A nova resolução é resultado de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o modelos internacionais de desempenho e atende os requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões progressivamente mais rigorosos, para atendimento do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve – Ibama) e do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística (Governo Federal). 

Foto: Marcos Santos/USP

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