Projeção aponta que Médio Vale do Itajaí terá mais de 7.500 casos de Covid-19 nos próximos dias

De acordo com uma projeção do crescimento de casos positivos para a Covid-19 no Médio Vale do Itajaí, até o dia 22 de julho a região poderá ter 7.529 casos confirmados. A previsão foi apresentada pela Comissão de Governança Regional (CGR) aos prefeitos, durante uma reunião virtual realizada na última sexta-feira (10). Considerando a projeção de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que serão necessários caso este número se confirme e os leitos que estão gradativamente sendo ocupados na região, a situação é preocupante.

Os hospitais da região recebem diariamente pacientes confirmados e suspeitos de Covid-19 das cidades do Médio Vale e de outras regiões do estado, principalmente da Foz do Rio Itajaí e do Alto Vale do Itajaí. Embora ainda se tenha um importante número de leitos clínicos vagos, cerca de 2% das pessoas infectadas com o novo coronavírus precisam de atendimento em unidade intensiva, o que pode provocar a completa ocupação dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a reunião, os prefeitos falaram ainda sobre testagem, aferição de temperatura corporal, monitoramento e notificação de casos, uso de medicamentos como profilaxia, leitos atuais e capacidade de ampliação, resultado e avaliação da avaliação de risco potencial e parâmetros das dimensões analisadas pelo Estado.

Para a coordenadora da Comissão Intergestores Regional (CIR), Márcia Adriana Cansian, é preciso avaliar o contexto da região e os indicadores relacionados ao isolamento social, investigação, testagem, casos confirmados, assistência à saúde e ampliação de leitos de UTI, os quais mantêm a região no risco potencial grave. “Do ponto de vista epidemiológico, a recomendação prioritária é ampliar o isolamento social, por isso é importante que medidas mais restritivas sejam intensificadas. Reforçamos o apelo para que a população evite sair de casa e mantenha o distanciamento social”, reforça a coordenadora. Além da preocupação quanto ao número de UTIs, os prefeitos manifestaram apreensão quanto à falta de medicamentos utilizados para a indução da sedação e o processo de intubação.


Imagem: Divulgação / AMMVI

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