O eleitor e as pesquisas

Todos os dias, a imprensa e a população têm recebido diferentes “resultados” de pesquisas eleitorais encomendadas por quase todos os partidos políticos de Blumenau. Todas mostram números impressionantes, porém nenhuma realmente impressiona.
Os institutos contratados, alguns sem a rigidez estatística necessária, têm mostrado, muitas vezes, somente o que o candidato quer ver. Já, outros vendem seus serviço e conduzem candidatos ao tão almejado 2º turno.

A questão que salta aos olhos e faz com que tenhamos dúvida sobre a exatidão das pesquisas apresentadas é simples: temos 12 candidatos a prefeito. Todos os candidatos, que estão empenhados na busca dos votos, têm seus redutos eleitorais e uma pesquisa realizada, mesmo que de forma diária, o que pode não mostrar dados fidedignos acerca dos eleitores.

Muitos votantes trabalham e não conseguem responder a pesquisa. Outros se cansam quando o sensor eletrônico começa a descrever a tripa de candidatos. Afinal, pesquisa presencial não está sendo feita. Outro fator não observado pelos pesquisadores é a possibilidade do alto índice de abstenção que devemos observar no dia 15 de novembro. Alguns não votam, porque estão “desacreditados” da política. Outros, simplesmente, consideram que escolher o futuro prefeito não vai mudar nada na sua vida e por este motivo não vão votar.

Uma terceira categoria considera que ninguém é bom o suficiente para ganhar o seu voto e acredita que todos devem justificar o seu voto. Por último, e talvez o mais importante, estão todos aqueles que não vão votar com medo da proliferação e contaminação do coronavírus. Nesse grupo, teremos os mais velhos, os portadores de comorbidades e todos que querem fazer algo que acreditam ser “melhor” para eles neste domingo do que decidir o futuro do nosso município.

Foto: Reprodução /

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