Presidente da Celesc explica reajuste da tarifa de energia e Alesc pede para que o aumento seja adiado

Dos 8,14% de reajuste, apenas 0,54% é de responsabilidade da Celesc”, disse o presidente das Centrais Elétricas de Santa Catarina, Cleicio Poleto Martins, na tarde desta quarta-feira (25), quando foi solicitado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para explicar o reajuste na tarifa de energia elétrica do estado.

Durante a reunião com a Comissão de Economia, Ciência e Tecnologia, Martins disse que não havia o que fazer em função de obrigações legais cumpridas pela empresa, como a compra de energia de Itaipu, que tem o preço fixado em dólar. Ainda de acordo com o dirigente, o reajuste poderia ter sido maior, mas foi contido pelo repasse de R$ 583,2 milhões feito pela Celesc para a chamada Conta Covid, organizada pela Aneel para evitar reajustes maiores das tarifas.

Martins garantiu, ainda, que o conselho de administração da empresa não tem autonomia para barrar o aumento e disse que, embora a empresa esteja autorizada a cortar a energia por inadimplência, isso ainda não está sendo feito.

Os deputados apelaram à Celesc para postergar aumento. “Me preocupa a questão de manter o reajuste, no mínimo tem de ser suspenso, nossa população tem sofrido com essa pandemia, perdemos milhares de postos de trabalho, chegamos a dois mil óbitos, apelo para que esse reajuste seja no mínimo postergado”, propôs Jair Miotto (PSC).


Foto: Bruno Collaço / Agência AL

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